Glossário do Investidor

Entender o mercado financeiro faz parte
do crescimento profissional e pessoal.

Sumário
A
À Vista

Tanto no uso cotidiano quanto no mercado financeiro, o termo “à vista” é usado para descrever pagamentos ou transferências feitas imediatamente, com resolução instantânea, sem que sejam necessários acertos futuros. A expressão origina-se da ideia  de que uma ação feita diante dos olhos dos envolvidos é resolvida e compreendida por todas as partes de forma imediata.

Um conceito correlato é o de Mercado à vista. Assim como a definição anterior, no mercado à vista, as operações financeiras são feitas e consolidadas na mesma hora. A negociação, o valor, a transferência de títulos e o pagamento são todos feitos no ato e não é possível fazer alterações após o término das negociações.

Ações, pagamentos e negociações feitas à vista são o contrário de ações feitas a prazo ou em parcelas, que preveem um pagamento dividido em partes iguais consumado ao longo do tempo, geralmente com adição de juros a cada parcela, ou um pagamento com liquidação prevista para uma data futura.

Abertura comercial

A abertura comercial de um país é definida pela facilidade ou não de produtos e serviços estrangeiros serem negociados na nação em questão. Existem diferentes níveis de abertura comercial, a depender da política monetária de cada país. Quanto menor a abertura comercial, mais protecionista o governo é. Quanto maior a abertura, mais liberal e globalista é a política monetária.

O nível de abertura comercial de um país é relativo à quantidade de barreiras comerciais que um país tem contra produtos importados. O tipo de barreira comercial mais comum são barreiras tarifárias, ou seja, uma série de impostos aplicados a produtos importados. Em geral, quanto mais aberta a economia para produtos importados, maior a concorrência, enquanto uma economia mais fechada favorece empresas nacionais.

O principal ponto de discussão sobre a abertura comercial é sobre qual seria o ponto de equilíbrio ideal, em que a concorrência com produtos importados é alta o suficiente para incentivar o desenvolvimento da indústria interna e controlar os preços de produtos nacionais, mas não alta demais ao ponto de prejudicar ou até inviabilizar empresas do seu próprio país.

Ação Escritural

Uma ação escritural, de forma bem simples, é uma ação que não tem um papel físico atrelado a ela, seja ele um certificado ou uma cautela. Basicamente, não foi emitido qualquer certificado físico para criar aquela ação, ela apenas existe no ambiente virtual. Então a transação envolvendo uma ação escritural é feita apenas por meio de pagamentos e transferência em contas de depósito (crédito e débito em conta). Por ser muito mais prática, é o modelo de ação mais adotado para negociação na bolsa de valores hoje em dia, tornando as ações físicas obsoletas. Ações ordinárias, preferenciais e nominativas podem também ser escriturais, ou seja, não conceitos opostos.

Ação Ordinária

É um dos tipos de ação mais comuns que uma empresa pode emitir e um investidor pode comprar. Ao comprar uma ação ordinária, o acionista recebe direito de voto em assembleias e decisões da companhia. Essa ação é encontrada tanto entre empresas de capital aberto quanto de capital fechado. No mercado financeiro, ela pode ser identificada pelo sufixo 3 no código de identificação da ação.

Ação Preferencial

A ação preferencial é um dos tipos de ação mais comuns em negociação na Bolsa de Valores, juntamente com a ação ordinária. A ação preferencial garante ao acionista prioridade no momento de receber dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O investidor também terá preferência para receber de volta o dinheiro que investiu caso a companhia entre em falência. No entanto, diferente da ação ordinária, o acionista não tem direito de voto em assembleias nem na escolha de membros do conselho administrativo. Ela pode ser identificada pelos sufixos 4, 5, 6 e 7 na identificação da ação.

Aceleradora

Uma aceleradora é uma empresa que atua para ajudar startups, empresas focadas em inovação, a investir no modelo de negócio e ganhar mais espaço no mercado. Em geral, as aceleradoras investem em startups que já têm um produto ou modelo de negócio mais consolidado para que possam crescer mais rápido, diferente de empresas incubadoras, que trabalham com startups desde o início para tirar o projeto do papel e acompanham o processo de desenvolvimento.

Acionista

De forma bem simples, o acionista é todo investidor que detém alguma ação uma empresa, seja apenas uma ação, sejam várias. Existem pelo menos três tipos de acionistas: o acionista minoritário, o majoritário e o controlador. 

O acionista minoritário tem uma pequena quantidade de ações da companhia e, via de regra, não tem tanto poder de decisão sobre os rumos da empresa. O acionista majoritário, por outro lado, possui a maioria das ações da companhia e, portanto, tem um poder de decisão muito maior dentro da empresa. Por fim, o acionista controlador é, como o próprio nome diz, o principal investidor dentre os acionistas e suas decisões tendem a ser as mais sólidas dentro da empresa.

Acionista Controlador

Dentro de uma empresa, o acionista controlador é o investidor cujas decisões e opiniões têm a maior influência sobre os rumos da companhia. A forma mais comum de se tornar acionista controlador é ser o acionista majoritário da empresa, ou seja, deter a maioria das ações ordinárias da companhia. No entanto, acionistas minoritários podem se tornar controladores por meio acordos com outros acionistas para conseguir mais de 50% dos votos ou por meio do chamado controle pulverizado, em que, mesmo sem a maioria dos votos, o investidor consegue impor suas vontades.

Ações

Ação é uma das palavras mais usadas no mercado financeiro, apesar de muitas pessoas não entenderem exatamente o que são. Uma das explicações mais simples e faladas é que uma ação é uma pequena parte de uma empresa e o investidor, ao comprá-la, torna-se dono dessa parte. Essa definição é correta em partes, porém não é a melhor definição do que é uma ação.

De forma resumida, ações são títulos ou papéis que representam uma parcela do capital social de uma empresa. Ao comprar uma dessas ações, o investidor torna-se um acionista e passa a ser sócio dela, por isso se diz que ele se torna dono de uma parte da empresa. No entanto, a representatividade do sócio dentro da companhia depende do tipo e do número de ações que ele comprou.

Adiantamento de Contrato de Câmbio

O Adiantamento de Contrato de Câmbio, também conhecido pela sigla ACC, é um mecanismo de financiamento à exportação por meio de antecipação de recebíveis em moeda estrangeira. O ACC pode ser realizado antes mesmo do embarque do produto a ser exportado, ou seja, o exportador pode usar o dinheiro emprestado para investir na própria produção a ser vendida.

O ACC funciona de forma parecida com outros métodos e antecipação de recebíveis: o exportador negocia com um banco para receber um “empréstimo” baseado no valor que a empresa espera receber pela exportação do seu produto e, em troca pela operação, paga uma taxa ao banco. No entanto, por ser uma transação em moeda estrangeira, antes de conseguir o crédito, o exportador precisa realizar um contrato de câmbio, ou seja, a troca da moeda estrangeira na qual ele vai receber o pagamento pela venda com base na taxa de câmbio do momento. Por isso o ACC só pode ser feito em instituições financeiras com autorização para realizar operações de câmbio.

Por exemplo: uma empresa de mineração fez um contrato de exportação de US$ 100 mil para uma companhia americana. Com a conversão de dólar para real com cotação de R$ 1 equivalente a US$ 5, o pagamento equivalerá a R$ 500 mil. Para fazer a mineração, porém, a empresa precisa adquirir novas máquinas, um valor que só conseguirá quando receber o pagamento da venda. Para isso, ela vai atrás de um banco com autorização para fazer operações de câmbio para solicitar um ACC. A mineradora primeiro firma um contrato de câmbio para converter os US$ 100 mil que ela receberá pela exportação em reais. Depois de feito esse contrato, aí feito um segundo contrato, este sim de antecipação desses recebíveis, em que o banco “empresta” o valor equivalente ao pagamento da exportação (R$ 500 mil menos a taxa cobrada na operação). Depois de feita a venda e de recebido o pagamento por parte da companhia americana, a mineradora paga o empréstimo de volta ao banco. Caso o pagamento não ocorra, para evitar prejuízo, o banco exige uma garantia no momento da celebração do contrato de adiantamento de recebíveis.

Administrador de Carteira

Um administrador de carteira é um profissional do mercado financeiro que gerencia a carteira de investimentos de um cliente. O contratante dá ao administrador a liberdade de manejar o seu patrimônio, escolhendo os investimentos a serem feitos e vendendo e comprando ativos de acordo com os objetivos do cliente. O administrador de carteira só pode atuar se for credenciado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e deve seguir uma série de regras estabelecidas pela instituição.

Administrador de fundos

O administrador de fundos é uma empresa responsável por todas as atividades necessárias para manter um fundo de investimentos ativo. Entre suas funções, estão registrar o fundo na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), prestar atenção aos fluxos de caixa do fundo, gerenciar os recursos e organizar e determinar o repasse de rendimentos aos cotistas, entre outras. No mercado, o administrador também é tratado como o gatekeeper do fundo.

ADR (American Depositary Receipt)

O American Depositary Receipt, mais conhecido pela sigla ADR, é o certificado de ações emitido nos Estados Unidos necessário para empresas estrangeiras negociarem papéis e títulos em território americano, principalmente nas Bolsas de Valores do país. Isso vale inclusive para empresas brasileiras. O nome tem origem nos recibos de ações usados pelos bancos americanos para emitir esses certificados. De forma simplificada, os ADRs facilitam o contato e a negociação entre as empresas estrangeiras e os investidores. As ações sempre serão negociadas em dólar de acordo com a cotação do país de origem do título (no caso do Brasil, o valor do real).

Ágio

Ágio é um termo bastante amplo que, no mercado financeiro, geralmente se refere à diferença entre o valor de mercado e o preço final pago pelo consumidor. Os juros e o lucro são exemplos bem comuns de ágio, porém o ágio pode ser encontrado em vários outros aspectos da economia, como a diferença entre o lance inicial mínimo e o lance final aceito, a diferença entre o preço de um produto e o valor final dele se for comprado a prazo com juros, a diferença do valor de um ativo comprado na baixa e vendido na alta, entre outros.

Alavancagem Financeira

A alavancagem financeira é uma estratégia para multiplicar seus lucros por meio de empréstimo e endividamento. De forma simplificada, um investidor ou uma empresa pode solicitar uma alavancagem a uma instituição financeira, seja um banco, seja uma corretora, que pode oferecer um empréstimo ao cliente para potencializar os ganhos de seus investimentos. Isso porque a porcentagem de ganhos será proporcional ao valor total do investimento, que, por sua vez, é a soma do valor inicial mais o empréstimo.

No entanto, da mesma forma que os ganhos serão maiores, as perdas também serão. Por esse motivo, a alavancagem financeira é considerada uma estratégia de alto risco.

Alfa (Alpha)

Existem dois tipos de “Alfa” no mercado financeiro, o Alfa e o Alfa de Jensen, aqui falaremos sobre o Alfa. Basicamente, ele significa que determinado ativo rendeu acima do esperado. Por exemplo, era esperado que uma determinada ação valorizasse 10%, mas ela valorizou 15%. Essa diferença positiva é o Alfa.

Alfa de Jensen

No mercado financeiro, quando falamos em gerar alfa, basicamente estamos nos referindo a crescer acima de um determinado parâmetro. Por exemplo, uma carteira que rende 150% do CDI está gerando 50% de alfa. Provavelmente, quando você ouvir alguém dizer que determinado ativo gerou alfa, ele estará se referindo ao Alfa de Jensen.

Algoritmo

Um algoritmo, em sua definição mais ampla, é um conjunto de informações e instruções que servem como um “passo a passo” para resolver determinados problemas ou realizar tarefas específicas. Apesar de, teoricamente, poder ser usado para se referir a atividades humanas, o termo é mais utilizado para se referir a processos computacionais, que fazem uso de algoritmos feitos em programação para realizar determinadas tarefas de forma muito mais rápida que uma pessoa.

Um algoritmo pode ser usado para várias finalidades, desde automatizar processos até analisar e tentar compreender comportamentos humanos, como é o caso de algoritmos de redes sociais.

No mercado financeiro, em específico, os algoritmos podem ser utilizados para automatizar negociações de ativos de acordo com os interesses do cliente. Esse processo é chamado de “algo trading”, ou trading por algoritmos. Por meio desse tipo de trading, um investidor pode inserir as condições para o computador realizar automaticamente a compra ou a venda de um ativo, determinar negociações automáticas de acordo com a época do ano ou até orientar o algoritmo a analisar notícias sobre variações de preços de ações para determinar se elas podem ser mais ou menos negociadas em um certo período.

Alíquota

De forma simples, a alíquota é o valor percentual de tributos que deverão ser pagos em uma operação financeira, sejam eles impostos, taxas ou contribuições. Para cada tipo de imposto há uma alíquota diferente. 

Essa alíquota pode ser fixa, ou seja, independe do valor da transação, ou variável, isto é, muda de acordo com o valor da transação. Pela Constituição Federal do Brasil, alíquotas variáveis são necessariamente progressivas, que aumentam quanto maior a base de cálculo e são proporcionais ao rendimento.

A alíquota de impostos afeta diretamente o rendimento líquido de uma operação financeira ou investimento, já que, quanto maior o percentual de imposto a ser pago, menor o lucro sobre aquela aplicação.

Altcoin

O termo “Altcoin” é usado para se referir a todas as criptomoedas que não são a Bitcoin, a primeira e mais conhecida criptomoeda do mercado. O nome Altcoin é uma junção das palavras “alternative coin”, ou “moeda alternativa”, em tradução livre, ou seja, criptomoedas alternativas à Bitcoin que surgiram justamente para concorrer com ela. Alguns exemplos de Altcoins são a Ethereum, Tether, Bitcoin Cash e até mesmo a famosa Dogecoin, surgida de um meme da internet.

Aluguel de ações

Como o próprio nome sugere, o aluguel de ações é o ato de alugar, ou seja, “emprestar” ações para um terceiro interessado. Essa é uma forma de o proprietário da ação rentabilizar o ativo enquanto não o vende, já que ele pode cobrar uma taxa de aluguel do “inquilino” e continua tendo direito a rendimentos periódicos, como o pagamento de dividendos. Do outro lado, o tomador do empréstimo, a custo da taxa de aluguel e uma garantia, pode usar a ação alugada para fazer negociações e lucrar a curto ou curtíssimo prazo. Essa estratégia é mais popular entre Day Traders, principalmente para operar vendido. É, inclusive, uma operação de alto risco para o tomador.

Análise Fundamentalista

A análise fundamentalista de uma empresa leva em consideração vários aspectos referentes a essa empresa e o negócio dela para avaliar a sua saúde econômica e o seu desempenho e, assim, entender se a companhia tem maior chance de crescer e dar lucro ou de dar prejuízo. Essa análise leva em conta pontos como a estrutura da empresa, a conjuntura econômica nacional e internacional, a conjuntura política, o setor no qual a empresa está inserida, entre outros.

Análise gráfica (técnica)

Conhecida tanto como análise gráfica quanto como análise técnica, é uma avaliação da saúde da empresa e das suas chances de lucro ou prejuízo feita com base no estudo do gráfico do histórico dos preços de ativos da empresa em questão. Apenas com uma análise desse histórico de preços é possível fazer uma projeção sobre os preços futuros dos ativos, sejam eles ações, commodities, índices ou outros fatores correlatos. Nesse tipo de análise, não são levados em consideração aspectos econômicos, políticos, de setor da companhia, entre outros usados pela análise fundamentalista.

Analista de Investimentos

Um analista de investimentos é um profissional que, como o nome sugere, analisa e estuda os movimentos do mercado financeiro para orientar os investidores sobre os melhores investimentos a serem feitos em determinado momento. Esses profissionais podem se valer de metodologias diferentes de avaliação, como a análise fundamentalista ou a análise técnica/gráfica.

APIMEC – Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais

A sigla APIMEC é a abreviação da Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais. Como o nome já diz, a organização é uma associação de economistas, administradores de empresas e profissionais de ciências contábeis que atuam nos mercados financeiro e de capitais. Existem APIMECs regionais no Distrito Federal, Minas Gerais, Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul, que são unidas sobre a APIMEC nacional.

Entre as funções da instituição estão: desenvolver os mercados financeiro e de capitais e atuar na fiscalização e desenvolvimento profissional de quem trabalha no setor. Qualquer profissional que trabalhe com valores mobiliários, business planning e áreas correlatas deve ter uma certificação CNPI, emitida pela APIMEC.

Área Bruta Tributável – ABL

A Área Bruta Tributável, também chamada de Área Bruta Locável (ABL), é uma contabilização do espaço total disponível para aluguel e a variação do valor da locação em um espaço comercial, como um shopping center ou um outlet. Também são levados em conta fatores como o ano do aluguel, o setor de atuação da loja ou prestador de serviço, e as vendas, sejam as mensais, individuais ou globais da companhia.

Esse levantamento ajuda investidores e especialistas do setor a montar uma análise mais completa sobre o mercado, já que um aumento da área tributável indica investimento e, consequentemente, crescimento do setor, e vice-versa. No mercado financeiro em específico, a ABL pode ser usada para determinar a taxa de ocupação de um espaço comercial, o que, por sua vez, mostra o potencial de rendimento ou não para investidores do setor imobiliário.

Arrendamento Mercantil

O arrendamento mercantil é popularmente conhecido como leasing. É uma transação que envolve duas partes, arrendador (normalmente um banco) e arrendatário (o cliente). Vamos imaginar que uma empresa precise de um caminhão. Para isso, ela vai até o banco e negocia as condições. O banco (arrendador) compra e será o dono do caminhão. O cliente (arrendatário) paga um “aluguel” por determinado período e, durante esse tempo, ele tem a posse e o usufruto desse caminhão (o bem) e pode usá-lo para desenvolver suas atividades. Ao final do contrato, o cliente normalmente pode optar em comprar o bem ou não, o que fizer mais sentido para ele. 

Assembleia Geral de Acionistas

Essas assembléias funcionam como se fossem reuniões de condomínio, porém os temas tratados serão referentes à empresa da qual a pessoa é sócia. É comum que nesses fóruns os acionistas conversem sobre os planos da empresa, estratégias, saúde financeira, etc.

Ativo Financeiro

Basicamente, são ativos que podem ser negociados no mercado financeiro, mas não de forma física. Pode ser um fundo de investimento, um título de renda fixa, ações de determinada empresa, etc.

Ativo Imobilizado

Basicamente, é o dinheiro em forma de algum bem físico, que pode ser tocado. Alguns exemplos são: terrenos, imóveis, máquinas, veículos, embarcações etc.

Ativo Intangível

O ativo intangível é um bem de uma determinada empresa ou pessoa, mas que não existe fisicamente, como um software, por exemplo. Também podemos incluir nessa lista as Licenças, Direitos autorais e até mesmo sua Carteira de clientes.

Ativo Livre de Risco

Como o próprio nome sugere, um ativo livre de risco é um ativo de “risco zero”, ou melhor, o menor risco possível. Geralmente esses ativos têm rentabilidade bem baixa, um rendimento mínimo que o investidor aceita para aplicar, a chamada taxa livre de risco.

O consenso geral é que os ativos livres de risco são geralmente títulos emitidos pelo governo federal, já que é o próprio governo quem emite a moeda circulante no país e um calote só aconteceria caso o país quebrasse ou se houvesse uma grande catástrofe natural ou conflito geopolítico com consequências desastrosas, ou seja, um “cisne negro” bastante negativo.

Vale destacar, no entanto, que o risco zero definitivo não existe, toda aplicação tem algum risco, mesmo que mínimo.

Ativo Não Circulante

Esses são os bens e direitos permanentes ou que permanecerão no balanço da empresa por muito tempo. São bens de baixa liquidez 

AUM

Em inglês, o termo significa Assets Under Management ou os ativos sob gestão. Ele representa o volume total de recursos que uma instituição financeira ou gestora possui ou administra. Os recursos podem ser próprios ou de terceiros, como acontece com os bancos ou gestoras de fundos. 

B
B2B

Essa sigla é uma abreviação do termo em inglês “Business to Business”, que se refere à negociação de produtos e serviços entre empresas, ou seja, quando uma empresa vende determinado produto ou serviço para outra empresa.

B2C

Essa sigla é uma abreviação do termo em inglês “Business to Client”, que se refere à venda de produto ou prestação de um serviço para o cliente final, ou seja, quando uma empresa vende determinado produto ou serviço para uma pessoa física.

B3

De forma bem simplificada, B3 é o nome da empresa que administra a Bolsa de Valores brasileira oficial. Além da administração da bolsa, a B3 ainda é responsável por registrar as negociações de ativos e garantir a liquidez do mercado. Dentre os serviços oferecidos pela B3, estão o mercado de ações, commodities, câmbio, derivativos, fundos de investimento, títulos de renda fixa e títulos públicos.

B50 (NTN-B 2050)

A NTN-B é um título público federal atrelado à inflação oficial do Brasil, o IPCA. Ou seja, quando você investe em um produto como esse, está emprestando dinheiro para o país e, em troca, recebe uma remuneração previamente acordada. Nessa modalidade, seria uma taxa fixa mais a variação do IPCA. O termo “B50” refere-se ao vencimento, no ano de 2050.   

Balança Comercial

A balança comercial é basicamente a diferença entre o volume de importações e exportações de um país. Ou seja, a quantidade de produtos e serviços vendidos para o exterior e a quantidade de produtos e serviços comprados do exterior, respectivamente. Uma balança comercial positiva, ou em superávit, acontece quando o volume de exportações é maior que o de importações. Uma balança comercial negativa, ou em déficit, é quando o volume de importações é maior que o de exportações. Uma balança em equilíbrio, como o próprio nome diz, é quando os volumes de importações e exportações se equivalem.

Balança Corrente

A balança corrente é uma soma das balanças comercial, de rendimentos e de transferências unilaterais e serve para averiguar o nível de comercialização entre um país e o resto do mundo. A balança corrente é uma das contas de contabilidade nacionais mais importantes, já que mostram o quanto um país é dependente ou não de produtos e serviços do exterior a partir dos números de importação e exportação. Apesar de, de forma superficial, ela se assemelhar à balança comercial, a balança corrente é mais ampla, pois inclui não apenas números de importação e exportação de produtos e serviços (a balança comercial em si), mas também a renda vinda do exterior ou de estrangeiros com negócios no país em questão e de transferências de remessas do exterior para o país ou vice-versa.

Banqueiro

A definição mais simples seria o dono do banco, mas em alguns setores do mercado financeiro, como Private Banking, é comum que o gerente da conta seja chamado de banker ou banqueiro.

BDR – Brazilian Depositary Receipt

Os BDRs são certificados de depósito de valores mobiliários emitidos aqui no Brasil, mas que representam ações de empresas sediadas no exterior. Ou seja, se você quer comprar ações de empresas como Google, Apple, Facebook, Netflix etc, mas não quer enviar seu dinheiro para os EUA, basta comprar BDRs dessas empresas através da Bolsa, em reais. É tão simples quanto comprar uma ação da Petrobras e ainda permite maiores possibilidades de diversificação de produtos e moedas, já que os BDRs também replicam o desempenho do dólar.

Behaviorismo

Embora para quem esteja de fora o mercado financeiro possa parecer algo puramente matemático, a verdade é que boa parte do que acontece tem a ver com psicologia. O papel do behaviorismo é justamente esse, estudar as interações entre os indivíduos e o ambiente no qual estão inseridos. Como o comportamento não é uma ciência exata, ter a capacidade de fazer uma leitura melhor do ambiente e das prováveis atitudes dos investidores permite que alguns tenham mais sucesso que outros. Para ampliar seus conhecimentos sobre o tema, vale dar uma lida sobre Viés Comportamental.

Berkshire Hathaway

Berkshire Hathaway é o nome de um conglomerado empresarial cujo CEO e presidente é o investidor Warren Buffet, um dos mais conhecidos do mercado financeiro. O conglomerado é proprietário de marcas como Geico, Duracell e Dairy Queen, além de ter participação na Coca-Cola Company e Heinz. Por receita, a companhia é a maior do mundo em serviços financeiros e a terceira maior listada em uma bolsa de valores.

Big Four

Em termos mais amplos, “Big Four” é o nome dado às quatro maiores empresas de um determinado setores. No caso do mercado financeiro, esse termo é mais usado para se referir às “Big Four Accounting Firms”, as maiores empresas de prestação de serviços de auditoria e consultoria do setor contábil. As companhias que atualmente formam o Big Four são Deloitte, Ernst & Young (EY), PricewaterhouseCoopers (PwC), and Klynveld Peat Marwick Goerdeler (KPMG).

Big Techs

Big Techs é o nome dado às maiores e principais empresas de tecnologia do mundo, como Google, Amazon, Facebook, entre outras. Apesar de terem começado como startups, essas empresas se destacaram ao conseguir milhões de usuários e desenvolver/agregar produtos e serviços inovadores. Exercem grande influência no mundo digital atual.

Blindagem Patrimonial

No mercado financeiro, a Blindagem Patrimonial é caracterizada por uma série de medidas usadas pelo acionista para proteger o seu patrimônio enquanto investe. Usando essas estratégias, é possível diminuir os riscos de perda de patrimônio por conta de problemas com a empresa na qual se está investindo, principalmente por conta de credores da companhia. É recomendado receber orientação de uma assessoria jurídica para decidir qual a melhor estratégia de blindagem a tomar.

Bolsa de Valores

Bolsa de Valores é o ambiente em que vários ativos do mercado financeiro podem ser negociados. Tanto pessoas físicas quanto empresas podem negociar ativos na bolsa. Entre os ativos comprados e vendidos estão ações de empresas, commodities, contratos futuros, CRI e CRA, debêntures, ETFs, Fundos Imobiliários, etc. Há diversas bolsas de valores distribuídas por todo o mundo. No Brasil, a única bolsa de valores oficial é a B3.

BTC

BTC é a sigla para Banco de Títulos CBLC, que, por sua vez, é a sigla para Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia. O BTC é um ambiente dentro da Bolsa de Valores brasileira em que proprietários de ações podem disponibilizar seus ativos para empréstimo, o chamado aluguel de ações. O sistema de custódia do BTC, no entanto, é fungível, o que significa que o proprietário que oferece sua ação para empréstimo pode não receber a mesma ação de volta, desde que a nova ação seja do mesmo tipo e tenha qualidade, quantidade e valor equivalentes.

C
Cap

Cap é um termo em inglês que se refere ao limite máximo ou teto de taxa de juros de produtos de crédito com taxa variável, ou seja, juros que sobem ou caem ao longo do tempo. Esse é um artifício para proteger o consumidor de variações extremas de juros em empréstimos, por exemplo, já que o mutuário (tomador do crédito) sabe que, mesmo que os juros aumentem, eles não podem ultrapassar esse Cap (teto). Por exemplo, se um empréstimo tiver uma taxa de juros de 10% com Cap de 3%, isso significa que, mesmo que os juros mudem, eles não podem ultrapassar os 13% nem baixar a um valor menor que 7%.

Produtos conhecidos por conter Caps são hipotecas de taxa ajustável (ARMs, na sigla em inglês).

Cap Rate

Cap rate é um termo em inglês usado para se referir a uma taxa de capitalização, muito utilizada para calcular o possível rendimento em investimentos no setor imobiliário, como FIIs. A fórmula do Cap Rate pode ser resumida como:

Cap Rate = (Valor do aluguel x número de meses) / Valor do imóvel

Em geral, o período em meses mais praticado é o anual, ou seja, 12 meses, mas é possível mudar a quantidade de meses dependendo do período analisado. O Cap Rate é utilizado para entender a rentabilidade do investimento no imóvel em questão a partir do fluxo de caixa gerado pelos aluguéis cobrados. Em geral, essa taxa é comparada à rentabilidade de títulos de renda fixa, como os títulos públicos, para saber qual é mais vantajoso, justamente pelo fato de o investimento em imóveis e fundos imobiliários ter um maior risco do que ativos de renda fixa.

CAPEX

Na área de finanças, o termo CAPEX é usado como a abreviação do termo em inglês Capital Expenditure ou, em português, despesas de capitais. O CAPEX nada mais é do que o dinheiro gasto nos chamados bens de capital, ou seja, bens que a empresa vai usar para gerar ainda mais capital. Exemplos de bens de capital são máquinas e infraestrutura, equipamentos, terrenos e espaços para produção, veículos para transporte de produtos, ou até mesmo registro de patentes e marcas, os chamados bens intangíveis.

No entanto, o CAPEX se refere especificamente a bens de capital, ou seja, o investimento em bens novos para manter a produção, por exemplo. Custos de produção e manutenção não entram no cálculo do CAPEX. Por isso mesmo as despesas estão especificadas na seção de investimentos no fluxo de caixa de uma companhia.

Para se calcular o CAPEX, basta usar a seguinte fórmula:

CAPEX = (Ativos Imobilizados atuais – Ativo Imobilizado anterior) + Depreciação.

Carteira Administrada

Trata-se de um serviço de gestão de investimentos, normalmente voltada para carteiras superiores a R$ 1 milhão, no qual o cliente contrata um gestor profissional (administrador de carteira) para fazer por ele a alocação dos recursos em sua própria carteira. Esse serviço pode ser executado para pessoas físicas ou jurídicas, em carteiras isentas de imposto de renda ou não, e costuma ter um custo anual de 0,30% a 1,50%, dependendo do volume e complexidade.

Carteira Diversificada

Quando falamos em investir, um dos princípios básicos é a diversificação, ou seja, o famoso “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. Como investir envolve alguns tipos de risco, alocar seus recursos em diferentes ativos ajuda a minimizá-los. Não há um modelo ideal a ser seguido, mas é importante que a carteira traduza corretamente suas necessidades e respeite seus limites pessoais. Por melhor que seja a diversificação em sua carteira, sempre haverá o risco sistemático ou de mercado. Esse é um risco externo às nossas decisões e não pode ser diversificado. Como exemplo, podemos citar a pandemia da Covid-19. Por melhor que estivesse a alocação do seu portfólio, é muito provável que ele sofreu oscilações sem que pudesse controlá-las. 

Casas de Research

Casas de Research, também chamadas de Casas de Análise Independente, são instituições que atuam na produção de conteúdo sobre o mercado financeiro, seja ele educativo, analítico ou até mesmo recomendativo. O principal público-alvo dessas empresas são pessoas que estão entrando agora no mercado financeiro e os investidores independentes, ou seja, aqueles que investem sozinhos, sem o intermédio de um Agente Autônomo de Investimentos (AAI) ou um banco de investimentos por não terem recursos para contratar esse tipo de serviço.

O investidor interessado pode contratar uma dessas agências por meio de uma assinatura para receber relatórios e análises sobre os mais variados tipos de ativos financeiros. No entanto, cada casa de research tem um método de análise e pesquisa, o que faz com que relatórios emitidos por empresas diferentes sobre o mesmo ativo no mesmo período tenham resultados bem distintos. Se puder, é recomendado que assine conteúdos de algumas casas, não apenas de uma, para ter uma maior gama de opiniões sobre os seus investimentos.

Cash and Carry

Essa é uma estratégia utilizada por investidores experientes ou gestores de fundos para arbitrar o mercado de commodities. O conceito básico é que, de forma simultânea, é realizada uma compra ou venda no mercado à vista e uma operação contrária no mercado futuro. Por exemplo, um determinado ativo está sendo negociado por R$ 10,00 e o gestor do fundo acredita que está abaixo do que deveria. Assim, ele compraria por R$ 10,00 e venderia por R$ 12,00 no mercado futuro. 

CFA – Chartered Financial Advisor

O CFA é uma certificação internacional de alto nível que pode ser conferida a profissionais do mercado financeiro. O CFA basicamente atesta a expertise do profissional no mercado financeiro, que tem liberdade para atuar em uma vasta gama de áreas, como análise ou consultoria financeira, gerenciamento de casas de research e empresas de investimento, seguros ou até private equity. O CFA é emitido pelo CFA Institute, nos Estados Unidos, e pela CFA Society Brazil, aqui no Brasil. Para ter um CFA, o profissional precisa ter pelo menos 4 anos de experiência no mercado financeiro e passar em uma prova do CFA Institute, além de se tornar membro do instituto.

CFP – Certified Financial Planner

O CFP é uma certificação internacional de planejamento financeiro que confere a seu detentor a chancela de que é um profissional de excelência. Atualmente, a entidade certificadora é a Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, afiliada ao Financial Planning Standards Board – FPSB. O FPSB é a entidade responsável pelo gerenciamento, desenvolvimento e promoção da marca CFP® ao redor do mundo. Por ser uma das mais complexas certificações do mercado financeiro, apenas uma pequena parcela dos profissionais a possui.

CGA

O CGA (Certificação de Gestor ANBIMA), como o próprio nome sugere, é uma certificação nacional de gestão profissional de recursos de terceiros no mercado financeiro emitida pela ANBIMA, a Associação Brasileira de Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais. O CGA é uma das quatro certificações emitidas pela entidade. Essa certificação é um “selo de qualidade” para o administrador de carteira, ou seja, é mais uma garantia para o cliente de que o responsável pela diversificação dos investimentos dele é qualificado. Apesar de não haver pré-requisitos para um profissional receber o CGA, ele precisa realizar uma avaliação pela ANBIMA para receber o documento.

Cisne Negro

No mercado financeiro, “cisne negro” é o nome dado a um evento imprevisível e de grandes proporções com potencial de enormes consequências de teor desconhecido. O termo foi criado pelo autor Nassim Taleb e pode se referir a eventos que não são esperados, interferem diretamente nas atividades cotidianas de mercados, negócios e governos nacionais e não têm uma duração definida. O exemplo mais atual é a pandemia de Covid-19, que afetou os mercados em escala mundial e, por enquanto, ainda está em andamento, sem previsão certa de acabar. Outros exemplos de cisnes negros são guerras e outros conflitos, catástrofes naturais, epidemias ou grandes crises econômicas.

Cota Sênior

Cota sênior é o nome de um dos dois tipos de cotas que podem ser compradas em um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, um fundo que investe em recebíveis de empresas. Em outros termos, esses fundos são uma alternativa para empresas que fazem vendas ou serviços a prazo ou recebem pagamentos em cartão de crédito, por exemplo, adiantarem o valor a ser recebido (recebíveis). Esse valor é transformado em título e disponibilizado para compra desses fundos, em que investidores podem aplicar seu capital.

A cota sênior é a cota de menor risco, pois tem uma rentabilidade pré-fixada, em geral mais baixa, e tem preferência de remuneração dentro do fundo, ou seja, o cotista sênior vai receber os valores de rendimento antes de cotistas subordinados. Até por isso é o tipo de cota mais vendida nesses fundos e é indicado a investidores de perfil mais conservador.

Cota Subordinada

Cota subordinada é o nome de um dos dois tipos de cotas disponíveis em um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), investe em recebíveis de empresas. De forma mais simples, esses fundos são uma opção para empresas que vendem ou prestam serviços a prazo ou recebem pagamentos em cartão de crédito, por exemplo, adiantarem o valor a ser recebido (recebíveis). Os recebíveis são transformados em títulos e disponibilizados para compra desses fundos, em que investidores podem aplicar seu capital.

A cota subordinada tem em esse nome por ser subordinada à cota sênior, o segundo tipo de cota disponível em um FIDC, ou seja, o cotista subordinado receberá seus valores por último. Diferente da cota sênior, a rentabilidade da cota subordinada não é pré-fixada, ou seja, é a cota subordinada que realmente herdará os lucros do fundo. O preço por esse potencial maior de ganhos é o risco mais alto, já que, além de receber por último, o cotista subordinado assume o perigo de inadimplência do fundo e, caso os lucros sejam baixos, ele pode sequer receber de volta os ganhos.

CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários

CRI é a sigla para Certificado de Recebíveis Imobiliários, que, por sua vez, é um título de dívida imobiliária que dá direito ao investidor ter rendimentos a partir de financiamentos imobiliários. É considerado um investimento de renda fixa e tem características parecidas com o LCI (Letra de Crédito Imobiliário), mas, diferente do LCI, o CRI é emitido por securitizadoras, e não pelos bancos. Até por isso esse tipo de investimento não tem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

A missão de um CRI acontece quando uma construtora, para financiar um empreendimento imobiliário, empresta dinheiro de um banco, que, com o objetivo de antecipar recebíveis (antecipar o pagamento da dívida da construtora), vende as dívidas para uma securitizadora, que, por sua vez, emite essas dívidas na forma de títulos no mercado financeiro. Esses títulos são os CRIs.

O pagamento dos rendimentos desse título dependem do pagamento do financiamento imobiliário. Já a rentabilidade pode desde ter uma taxa pré-fixada até ser vinculada a algum índice econômico, como CDI, IGP-M ou IPCA. Também são títulos de baixa liquidez no mercado secundário, mas contam com isenção de IOF e Imposto de Renda para pessoas físicas e isenção de IOF e tabela progressiva de IR para pessoas jurídicas.

Crowdfunding

Crowdfunding é o termo em inglês para financiamento coletivo, uma modalidade de investimento em que várias pessoas podem injetar dinheiro em um projeto para financiá-lo. Uma forma bem simples de financiamento coletivo seria uma “vaquinha”, quando amigos se unem para comprar um presente ou pagar uma viagem. No entanto, o termo crowdfunding é mais usado para se referir a plataformas digitais como Kickstarter e Indiegogo, no caso de projetos criativos, ou Fundable e Seedinvest, no caso de investimento de capital. Aqueles que investem no projeto têm como garantia uma série de recompensas prometidas pela empresa beneficiada que variam de acordo com o montante aplicado.

Custodiante

Como o nome sugere, o custodiante é o responsável por fazer a custódia ou guarda de títulos e cotas de fundos no mercado financeiro. Ele funciona como uma espécie de intermediário entre o cliente e a central depositária (onde está o dinheiro) e é parte importante dos bastidores, pois é o responsável por vender, transferir, depositar e retirar os ativos da central depositária. Além disso, também cuida da liquidação física e financeira.

D
David Swensen

David Swensen é um dos maiores investidores dos Estados Unidos, bastante conhecido por ser o idealizador do Modelo de Yale, que popularizou o conceito de diversificação de carteira em fundos de investimento para aplicação em seis diferentes tipos de ativo. Ele foi gestor dos fundos da Universidade de Yale (que deu nome ao modelo) e conseguiu retornos acima de 10% ao ano.

Antes de começar a trabalhar em Yale em 1985, Swensen conseguiu excelentes resultados no mercado financeiro, atuando na Salomon Brothers (onde conseguiu firmar um acordo de swap internacional um processo muito mais complexo na época) e, depois, no banco Lehman Brothers, um dos maiores dos Estados Unidos antes de quebrar na crise de 2008.

Day Trade

É quando o investidor compra e vende uma determinada ação na mesma data. Ou seja, não dormiu com a ação em sua carteira nem por um dia. Esse costuma ser um tipo de operação altamente especulativa, portanto é importante tomar cuidado para não montar posições maiores do que seus limites pessoais de risco permitem.

Deflação

Deflação é o fenômeno oposto à inflação, ou seja, quando há uma queda generalizada dos preços de produtos e serviços. Um cenário de deflação pode indicar um desequilíbrio econômico, em que há uma oferta muito maior que a demanda, e é muito associado às consequências de um período de forte recessão econômica, queda da renda per capita da população, alto desemprego e retirada de investimentos em empresas na bolsa, por exemplo.

Disclosure

O termo em inglês Disclosure se refere, de maneira geral, à divulgação de informações importantes e pertinentes aos interessados no que quer que seja. No mercado financeiro e no mundo dos negócios, o termo é geralmente usado para se referir ao disclosure contábil, também chamado de evidenciação contábil, de uma empresa, que é a divulgação de informações de contabilidade da companhia em questão. O disclosure é muito associado à transparência da empresa, já que os dados informados devem dar um panorama sobre a empresa e a sua saúde financeira, o que permite que investidores avaliem se vale a pena aplicar seu capital na companhia ou não.

Apesar de não ser obrigatório, há uma série de características que uma divulgação contábil deve ter ser considerada de fato um disclosure transparente. Essas características, definidas pelo International Accounting Standards Board (Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade) são: comparabilidade (o investidor deve poder comparar dados entre diferentes períodos com facilidade), materialidade (sem distorções ou omissões de dados), foco na essência da informação em detrimento da forma, fidelidade de representação (dados devem representar a real situação da empresa), compreensibilidade (dados fáceis de entender e interpretar), pertinência (dados relevantes) e neutralidade (não deve haver qualquer viés ou manipulação na divulgação dos dados).

Quanto maior a transparência de uma empresa sobre as suas informações contábeis, maior a confiança que ela passa aos investidores

Disruptivo

Em um conceito mais amplo, algo disruptivo é algo que quebra um paradigma, que é fora do padrão. Aplicado ao mundo dos negócios, disruptivo é aquele negócio que pode provocar uma mudança de hábito ou de consumo para um certo público e quebrar com os paradigmas da nossa sociedade. Não basta inovar algo já existente, deve ser uma mudança mais radical.

Negócios disruptivos são mais associados a startups, que trazem uma ideia inovadora buscando atingir um certo nicho. Em alguns casos, essa inovação é tão grande que acaba chegando à sociedade em geral, como foi o caso da Netflix, que substituiu o serviço de aluguel de filmes e séries, ou o do WhatsApp, que tornou a troca de mensagens por SMS obsoleta, ou até mesmo o dos computadores pessoais (PC), que não só substituíram as máquinas de escrever como também uma série de outros equipamentos.

Dentro de empresas, também é possível haver mudanças disruptivas, como a adoção do sistema de Squads em vez de equipes, por exemplo.

Dividendos

Dividendos são parcelas dos lucros de uma empresa que são distribuídos entre seus acionistas. É definido um valor de repasse por ação, ou seja, o acionista que detém um número maior de ações da empresa em questão recebe um valor total maior em dividendos. No Brasil, em média, as empresas pagam 25% dos seus lucros aos acionistas na forma de dividendos, apesar de não ser uma regra ou regulamento determinado. Esse valor é muitas vezes usado pelas companhias de sociedade anônima para atrair mais investimentos.

Educação financeira

Educação financeira é basicamente o conhecimento sobre como lidar com o dinheiro e se organizar e controlar melhor receitas e despesas, tanto na vida pessoal quanto profissional. Com boa educação financeira, você consegue tomar as melhores decisões ao contabilizar receita, gerenciar despesas para evitar dívidas, contratar financiamentos e empréstimos, calcular juros e inflação, entre inúmeros outros conceitos econômicos e financeiros. Esse conhecimento é crucial para qualquer um que queira pensar em investimentos e mercado financeiro para construir um patrimônio sólido.

E
ETF

O ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimentos negociados em Bolsa cujo objetivo é replicar um determinado índice. Por exemplo, vamos imaginar que você queira comprar uma carteira de ações negociadas apenas na Bolsa Chinesa. Seria complicado e caro montar uma estrutura para fazer isso no exterior. Sabendo disso, alguns gestores criam fundos locais e replicam uma carteira teórica, nesse caso o XINA11. Assim, basta você acessar a área da corretora da instituição financeira onde tem conta e comprar esse ativo, como se estivesse comprando ações de uma empresa brasileira (PETR4, BBDC4, LWSA3 etc). Desse modo, em vez de comprar cada ativo individualmente, você compra um “pacote” completo. Simples assim. O mesmo se aplica para outros ativos como criptomoedas, ouro etc.

F
Family Office

É uma empresa de gestão patrimonial voltada a atender famílias com alto poder aquisitivo. Não há uma regra, mas é comum que os serviços sejam destinados aos que possuem volumes superiores a R$ 20 milhões, ou seja, uma parcela muito pequena da população. Essas empresas normalmente fazem um trabalho de planejamento financeiro e ajudam seus clientes a otimizar seu portfólio de investimentos e atingir seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Algumas inclusive prestam assessoria fiscal, tributária e sucessória, ajudando seus clientes a economizar impostos e buscar estruturas mais eficientes. Esse não costuma ser um serviço barato, já que para se tornar cliente é necessário pagar uma taxa anual que varia de 0,30% a 1,50% do patrimônio administrado pelo Family Office. 

Fintech

De forma bem resumida, fintechs são startups que atuam no mercado financeiro ou com produtos específicos do mercado financeiro. São empresas que usam de soluções tecnológicas para oferecer desde serviços comuns, como contas correntes, poupança, investimentos e empréstimos, até produtos mais específicos, como criptomoedas e crowdfunding.

O boom das fintechs, cujo nome é a junção de financial (financeiro) e technology (tecnologia), aconteceu principalmente por conta das chamadas contas digitais, que servem como carteiras digitais ou contas de bancos com muito menos burocracia do que os bancos tradicionais. Com os avanços e inovações tecnológicas e a implementação do sistema de Open Banking, a tendência é que as fintechs aumentem ainda mais em número.

Fundo Ativo

São fundos de investimento que buscam superar a sua referência ou benchmark. Essa referência pode ser o IPCA, Ibovespa, CDI etc. Como exemplo, um fundo de ações ativo busca obter ganhos superiores ao Ibovespa. Se o Ibovespa rendesse 10% em um mês, o fundo deveria ter um retorno superior a 10%.

Fundo Cambial

Um fundo cambial é um fundo de investimento com operações e aplicações baseadas em moedas estrangeiras, como dólar e euro. Até por isso a rentabilidade desses fundos depende diretamente da variação do câmbio (que dá nome ao fundo). O método usado pelo fundo é atraente para aqueles que querem proteger seu patrimônio contra a variação do câmbio, já que é geralmente associado às moedas estrangeiras mais fortes e é gerenciado por profissionais com amplo conhecimento do mercado financeiro.

Fundo de Ações

Um fundo de ações, como sugere o nome, é um fundo de investimentos com foco no mercado de renda variável, especialmente na compra e venda de ações. É uma das formas mais simples e menos arriscadas de se investir em ações, já que o dinheiro não é aplicado diretamente em títulos, e sim no fundo, que é gerenciado por profissionais com amplo conhecimento do mercado financeiro.

Os fundos de ações podem ter diferentes abordagens de gestão: gestão ativa ou passiva, dividendos, livres, crescimento ou small caps. Vale pesquisa para saber qual é o melhor para o seu perfil de investidor.

Fundo de Crédito Privado

Um fundo de crédito privado é um fundo de investimento baseado em investimento de crédito privado, ou seja, “títulos” de dívida emitidos por empresas do setor privado para captação de recursos de investidores. Esses “títulos” de dívida são diferentes de ações, já que o acionista torna-se dono de uma parte da empresa, enquanto o investidor de crédito privado “empresta” dinheiro à empresa para receber o valor com juros em data futura.

Ao investir em um fundo de crédito privado, o cotista não investe diretamente em crédito privado, quem faz isso é o gestor do fundo, que usa o dinheiro dos cotistas para montar e diversificar a carteira.

Fundo de Fundos – FOF

Como o próprio nome sugere, um fundo de fundos, FOF ou Fund of Funds, é um fundo de investimentos com uma carteira formada por outros fundos de investimentos. Um FOF pode se encaixar em outros tipos de fundos, como fundos de investimentos imobiliários (FIIs), fundos de ações, fundos multimercados, fundos de renda fixa, entre outros. Isso porque esses fundos, para serem considerados de um tipo específico, precisam apenas que uma certa porcentagem dos ativos em sua carteira seja desse tipo em específico (a parcela varia para cada tipo de fundo).

A principal vantagem de investir em FOFs é a diversificação ainda maior da carteira de investimentos e, por consequência, uma segurança ainda maior para evitar grandes perdas, mesmo em outros fundos.

Fundo de Renda Fixa

Um fundo de renda fixa é um fundo de investimentos cuja maior parte da carteira de ativos (80%) é formada por aplicações de renda fixa, ou seja, investimentos de baixo risco, como Tesouro Direto, CDB, LCA, LCI entre outros. Ao investir em um fundo, o cotista não está investindo diretamente nos ativos de renda fixa e deixa a administração da carteira com o gestor do fundo, que é um profissional com experiência no mercado financeiro. É uma maneira ainda mais segura de investir em troca de uma rentabilidade mais baixa, em geral.

Fundo Exclusivo

Como o nome sugere, um fundo exclusivo é um fundo de investimentos reservado a um pequeno grupo de investidores ou, em casos mais raros, até mesmo a apenas uma pessoa. A principal vantagem desse tipo de fundo, diferente de outros fundos, é a personalização e uma gestão mais direcionada aos interesses pessoais dos clientes. Isso porque, em geral, esses fundos são destinados a investidores com grande patrimônio e essa personalização da carteira estará mais adequada a grandes fortunas. O mínimo exigido, na maioria das vezes, é um capital de pelo menos R$ 10 milhões.

Além da maior segurança por ter uma gestão profissional, o fundo exclusivo ainda oferece vantagens fiscais, com movimentação livre de tributação, já que é aplicada apenas no resgate.

Fundo Macro

Um fundo macro é um tipo de fundo de investimentos multimercado que tem como foco a análise macroeconômica para tomar as decisões de investimento e composição de carteira, ou seja, a compra e venda de ativos vai depender de fatores como inflação, desemprego, juros, câmbio, entre outros que podem influenciar a economia de um país. Até por esse motivo, esse tipo de fundo é destinado a cotistas que buscam investimentos de médio a longo prazo, já que depende de projeções do cenário macroeconômico. No entanto, o fundo macro do tipo Trading pode ter estratégias de negociação em um prazo mais curto, apesar de não tão curto quanto a negociação diária, como o Day Trade.

Fundo Multimercado

Um fundo multimercado é um fundo de investimentos que, diferente de fundos de renda fixa, de ações ou cambiais, forma sua carteira com ativos dos mais variados tipos de mercados (por isso multimercado). Eles podem ter ativos de renda fixa, variável, câmbio e vários outros como forma de diversificação da carteira. É o tipo de fundo que fica no meio-termo entre um risco mais controlado e uma rentabilidade maior que apenas investimento em renda fixa.

A maior possibilidade de ativos também abre as portas para diferentes estratégias de investimento, dependendo do fundo. Os gestores podem focar as aplicações em moedas estrangeiras, negociações de curto prazo (trading), avaliações macroeconômicas ou até mesmo em estratégias mais fluidas, que se adaptam às oportunidades e condições atuais do mercado. Cada fundo multimercado tem uma forma diferente de atuar e, por consequência, tem diferentes níveis de liquidez, rentabilidade e segurança. É responsabilidade do investidor decidir qual fundo escolher de acordo com os seus objetivos.

Fundo Passivo

São fundos de investimento que buscam acompanhar a sua referência ou benchmark. Essa referência pode ser o IPCA, Ibovespa, CDI etc. Como exemplo, um fundo de renda fixa deveria render em torno de 100% do CDI. Quanto maior sua eficiência, mais próximo da sua referência ele será. Contudo, é comum que alguns fundos passivos rendam muito abaixo dessa referência por conta dos altos taxas de administração e gestão.

Fundo Referenciado

Um fundo referenciado é um fundo de investimentos que usa algum índice econômico como referência. Na maioria dos casos, esse índice é o CDI ou Taxa DI, o que leva muitos deles a serem conhecidos como Fundos DI, mas alguns fundos referenciados usam outros índices, como a Selic. Nesses tipos de fundos, a carteira é formada por pelo menos 95% dos ativos baseados no índice em específico, geralmente títulos públicos. Até por isso é considerado um investimento de renda fixa ainda mais seguro em conjunto com a gestão profissional do capital dos cotistas.

Fundos ESG

Fundos ESG são fundos de investimento com foco em ativos de projetos e empresas comprometidas com desenvolvimento sustentável. A sigla ESG é na verdade um acrônimo de: Meio ambiente (Environment, em inglês), Sociedade e Governança. Ou seja, ativos que que geram impacto positivo nas áreas referidas pela sigla ESG são bem-vindos nas carteiras desses fundos, desde que gerem um retorno financeiro competitivo com o resto do mercado. Atualmente há até agências certificadoras que classificam uma empresa ou um projeto como sustentável ou não para entrar como ativo de um fundo ESG.

Esse tipo de fundo é voltado aos investidores que buscam não apenas investir para aumentar seu patrimônio, mas também seguir de acordo com seus valores morais.

G
Ganho Real

Ganho real pode ser resumido como o rendimento líquido dos investimentos, menos a inflação daquele período. Por exemplo, quando falamos que em determinado mês a rentabilidade dos investimentos foi de R$ 10 mil, precisamos descontar o valor da inflação. Se fosse de R$ 2 mil, o ganho real teria sido de R$ 8 mil. Esse tipo de verificação é feito normalmente por investidores que buscam preservar seu capital principal e garantir o poder de compra ao longo do tempo.

Gross up

A maior parte dos produtos do mercado financeiro é tributada (fundos de renda fixa, multimercados, ações, CDBs etc), porém alguns não são (CRA, CRI, LCA, LCI, Debêntures incentivadas etc). Nesses casos, fica complicado comparar produtos isentos e tributados, já que não estão na mesma base. Assim, o papel do gross up é fazer uma simulação matemática para “adicionar” o percentual do imposto em um produto isento, fazendo com que todos os produtos tenham as mesmas características tributárias. É deixar tudo como rendimento bruto.

Grupamento

O grupamento de ações é, como o nome sugere, o processo de agrupar várias ações em uma só, efetivamente diminuindo o número de ações de uma empresa disponíveis para negociação. Na maior parte dos casos, o grupamento é feito para aumentar o valor das ações de uma empresa, já que o número de papéis diminui enquanto o capital da empresa não muda, ou seja, o capital por ação aumenta.

Como exemplo, se uma empresa que tem 1.000 ações negociadas a R$ 5 cada resolve fazer um grupamento de 10 ações em uma, o número de ações cai para 100 e o valor por cada uma sobe para R$ 50.

Outro efeito esperado é uma menor volatilidade dos preços das ações justamente pelo aumento do valor por ação. No entanto, o simples grupamento não tem efeitos positivos ou negativos garantidos.

H
Hedge

Hedge é um termo em inglês que, em tradução literal, significa “cerca” ou “muro”. No mercado financeiro, esse termo é usado para se referir a uma estratégia de proteção, com o objetivo não de ganhar dinheiro, mas sim evitar grandes perdas. Não há uma estratégia específica, e sim várias que podem ser consideradas um hedge, dependendo de qual tipo de ativo você está se protegendo.

Na vida cotidiana, um exemplo de “hedge” seria um seguro de carro, em que você paga uma seguradora para evitar grandes gastos em um eventual acidente ou problema técnico. No mercado financeiro, um exemplo simples de entender é quando você como investidor compra ações na bolsa de valores e, ao mesmo tempo, compra um certo valor em dólar. O dólar, em geral, tem uma correlação negativa com a B3, ou seja, quando a bolsa sobe, o dólar desvaloriza. Isso significa que, mesmo que as ações compradas na bolsa desvalorizem, é bem provável que essa perda seja amenizada com a valorização da quantia que você comprou em dólar.

O hedge é recomendado principalmente aos investidores que têm aplicações em títulos de renda variável, que têm um nível de risco maior. Ativos que podem ser considerados “hedges” são opções, mercado futuro, ETFs, entre outros (claro, dependendo do ativo mais arriscado em que você está investindo).

Hedge Funds

Em tradução literal, os Hedge Funds seriam chamados de fundos de proteção, uma categoria de fundo de investimentos que não existe com esse nome no Brasil. Em vez disso, aqui alguns dos fundos multimercado são considerados Hedge Funds, justamente por terem como foco principal a proteção do patrimônio dos clientes, não necessariamente rendimentos tão altos.

Assim como em outros fundos de investimento, um investidor compra uma conta de um Hedge Fund em vez de comprar os ativos diretamente, e deixa o seu capital sob gestão do administrador do fundo, pagando em troca uma taxa de administração e, em alguns casos, uma taxa de performance. No caso de Hedge Funds, os gestores vão investir em todos os tipos de ativos disponíveis no mercado e trabalhar para garantir um rendimento acima da média do mercado sempre mantendo protegido o capital investido pelos cotistas.

Saiba mais em nosso artigo no blog: O que são Hedge Funds?

High Grade

High Grade, em tradução livre “alto grau”, é o termo usado, como o nome sugere, para se referir a países, empresas, fundos ou títulos com alto grau de confiança dentro do mercado financeiro, geralmente em relação à classificação de risco de crédito. Ou seja, investimentos em títulos high grade têm uma chance menor de inadimplência (o famoso calote), de acordo com as agências de rating. Para ser considerado high grade, um emissor de títulos deve ter classificação acima de AA-, ou seja, classificações AAA, AA+, AA ou AA-.

High Yield

High Yield é um termo em inglês que, em tradução livre, significa “alto rendimento” ou “alto retorno”. Basicamente, é usado para se referir a títulos de renda fixa com rendimento alto, isto é, um retorno maior que títulos públicos ou títulos emitidos por empresas com base mais estruturada. Apesar de rendimentos maiores, o High Yield pode indicar uma empresa emissora com crédito de baixa qualidade e, portanto, maior risco de calote.

Home Broker

Home Broker é o nome dado a um software em que se pode realizar operações de compra e venda de ativos financeiros na bolsa de valores. Em tradução livre, o termo Home Broker significa “Corretor caseiro”, já que a ideia da ferramenta é permitir que um investidor ou cliente de uma corretora de investimentos possa fazer as movimentações e aplicações no mercado financeiro de casa. Ela tira do caminho o intermediário para a realização de uma aplicação em troca de algumas taxas, como uma taxa de corretagem, por exemplo.

I
Ibovespa

Ibovespa é o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, já que ele serve como referência para os investimentos em ações na bolsa. Ou seja, ele atua como benchmark para os principais fundos de investimentos em renda variável do país. Isso porque o índice é formado pelas maiores empresas com capital aberto no Brasil, o que o torna uma boa representação da bolsa como um todo.

Há uma série de fatores para uma empresa ser incluída no Ibovespa: valor de mercado, ampla negociação na maior parte das seções da bolsa, responder por pelo menos 0,1% do valor total negociado no mercado à vista, além de não estar em recuperação judicial nem ter ações com valores irrisórios. A empresas que compõem o índice são revisadas e alteradas (se necessário) a cada 4 meses.

IGP-M

IGP-M é a sigla para Índice Geral de Preços do Mercado e é, em partes, considerado um cálculo da inflação. Isso porque, diferente do índice oficial de inflação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IGP-M é divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Há algum tempo, os dois índices tinham valores bem próximos, mas os resultados vinham se distanciando. Hoje em dia, é mais comum que seja usado pelo setor imobiliário, como nos cálculos de reajuste de valores de aluguel, contas de energia elétrica e outras contas.

O IGP-M é calculado a partir da soma de três outros índices: o Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo de Construção (INCC). Cada índice tem um peso diferente: o IPA tem peso de 60%, enquanto o IPC tem peso 30% e o INCC tem peso de 10%.

IHFA – Índice de Hedge Funds Anbima

IHFA é a sigla de Índice de Hedge Funds Anbima, que, por sua vez, é uma lista dos principais hedge funds ou fundos de proteção multimercado disponíveis para investir no mercado financeiro. O índice é formado e calculado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e tem como objetivo informar uma média dos resultados dos Hedge Funds em atividade no Brasil para mensurar a evolução desse segmento do mercado. Assim o IHFA mostra a saúde dos Hedge Funds no período estudado (se estão em alta ou em baixa). A Anbima revisa os fundos do índice a cada três meses para manter a representação mais fiel do setor.

Índice de Sharpe

O índice de Sharpe é um dos principais indicadores do mercado financeiro quando falamos em medir o nível de eficiência dos fundos de investimentos. Em resumo, ele avalia o retorno versus o risco e, quanto maior for seu número, maior será sua eficiência. Ao usá-lo, é possível ter uma clareza maior e evitar algumas pegadinhas. Por exemplo, é comum que os investidores olhem apenas para rentabilidade, mas normalmente isso é uma leitura superficial. Imagine que o fundo “A” rendeu 10% e o fundo “B” rendeu 8%, só que o fundo A é um fundo de ações que performou abaixo do Ibovespa, enquanto o fundo B é um fundo de renda fixa que rendeu 2 vezes o CDI. Isso significaria que o fundo B é mais eficiente e teria um Sharpe melhor. Ou seja, mesmo tendo rendido menos em termos absolutos, ele é mais eficiente.

Investidor Profissional

Investidor profissional é a mais alta categoria de investidor que existe no mercado. Apesar de ser sim o profissional que vive a partir de rendimentos adquiridos por meio de investimentos, os requisitos para ser considerado um investidor profissional são bem altos. Para alguém ser considerado investidor profissional, é necessário ter R$ 10 milhões ou mais investidos em ativos financeiros para, então, assinar um termo junto a uma corretora ou um banco para atestar os conhecimentos dessa pessoa sobre o mercado, assim como o título de investidor profissional.

É nisso, inclusive, que um profissional se diferencia de um investidor qualificado, já que os requisitos para ser qualificado são bem mais baixos. Por conta dos altos valores investidos, o investidor profissional tem acesso a produtos, serviços e ativos financeiros exclusivos oferecidos pelos bancos e corretoras (mais exclusivos até que os oferecidos a investidores qualificados).

Investidor Qualificado

Investidor qualificado é um tipo de investidor no mercado financeiro, seja pessoa física ou jurídica, que tem acesso a ativos financeiros, produtos e serviços exclusivos à sua categoria. Os requisitos para ser considerado um investidor qualificado são ter pelo menos R$ 1 milhão investidos em ativos financeiros e ter um termo escrito que comprove a posse dessa quantia.

Outras pessoas ainda podem ser consideradas investidores qualificados mesmo sem cumprir os requisitos acima (apesar de não ser tão comum). Alguns exemplos são investidores com certificação técnica e administradores de carteira de investimentos.

IPCA

IPCA é a sigla de Índice de Preços ao Consumidor Amplo e é usado como a principal referência da inflação oficial do Brasil. É com base nele que o Banco Central do Brasil determina as políticas monetárias, seja para desincentivar o consumo, seja para aquecer a economia nacional, tudo de acordo com a meta para a inflação no ano.

O índice é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e é calculado a partir da média de consumo das famílias brasileiras com renda entre 1 e 40 salários mínimos. Para o cálculo, cada produto tem um peso diferente. O IPCA é calculado e divulgado mensalmente, apesar de prévias do IPCA serem divulgadas com antecedência, baseadas no consumo das primeira metade do mês.

Com base no IPCA, é possível saber qual é o nível de perda de poder de consumo da população e verificar o nível de atividade da economia nacional.

IPO – Oferta Pública Inicial

IPO é a sigla para Initial Public Offer, ou Oferta Pública Inicial em português, e se refere à primeira oferta pública feita por uma empresa na Bolsa de Valores. Ou seja, é o momento em que a companhia abre o capital e começa a oferecer ações na bolsa pela primeira vez. O IPO tem como objetivo angariar recursos para a empresa poder investir em si mesma e no seu crescimento.

Por ser um processo demorado e demandar muito planejamento e uma série de burocracias, o momento do IPO é muito importante na história de uma empresa. Um IPO também é recebido com muito otimismo e expectativa pelos próprios investidores por ser mais uma opção de investimento e potencial de ganhos, já que, geralmente, uma companhia que faz um IPO está em um bom momento e em setor aquecido ou em aquecimento, com boas chances de valorização dos papéis no futuro.

ITCMD – Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação

O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é um imposto Estadual pago sempre que algum bem ou direito for transmitido entre pessoas, seja por falecimento ou doação. Ele incide sobre quaisquer Bens ou Direitos e sua alíquota varia de acordo com o estipulado por cada Estado.

J
Juro Real

O aumento de preços de produtos no mercado (a inflação) diminui o poder de compra do consumidor. Então, se você tem uma certa quantidade de dinheiro agora, em algum tempo esse valor não será o mesmo, já que não conseguirá pagar a mesma quantidade de produtos e serviços por conta da inflação. Isso também vale para a rentabilidade dos seus investimentos. Se a rentabilidade de um ativo financeiro é menor ou igual à inflação no período, você não aumentou o seu patrimônio, você apenas manteve ou, no pior dos casos, amenizou a sua perda de poder de consumo. No entanto, quando a rentabilidade é maior que a inflação, o seu patrimônio subiu. O juro real é justamente o percentual da rentabilidade do seu investimento que superou a inflação, ou seja, o quanto você efetivamente lucrou com esse investimento.

Da forma mais básica, os juros reais podem ser calculados subtraindo dos juros nominais o valor da inflação. No entanto, em porcentagem, que é a mais usada no mercado financeiro, a conta fica assim: Taxa de juros reais = (1 + taxa de juros nominal) / (1 + taxa de inflação).

Juros Compostos

Os juros compostos, também popularmente conhecidos como “juros sobre juros”, é o método de cálculo de juros mais usado atualmente tanto dentro quanto fora do mercado financeiro. Ele consiste em cobrar uma taxa de juros não apenas sobre o capital inicial investido de forma fixa, mas sim no valor anterior já acrescido dos juros anteriores.

Como exemplo: se você investir R$ 100 em um ativo com taxa de juros composto de 5% ao mês, a cada mês o valor será acrescido de 5% do valor do mês anterior. A progressão de rendimento será:

  • Mês 0: R$ 100
  • Mês 1: R$ 100 x 1,05 = R$ 105
  • Mês 2: (Valor do mês 1) x 1,05 = (R$ 100 x 1,05) x 1,05 = R$ 105 x 1,05 = R$ 110,25
  • Mês 3: (Valor do mês 2) x 1,05 = R$ 110,25 x 1,05 = R$ 115,76
  • E assim por diante

O aumento do valor por juros compostos segue uma progressão geométrica, o que pode gerar ganhos exponenciais para um investidor, mas pode acelerar bastante eventuais dívidas.

A fórmula básica dos juros compostos é: Valor final = Valor inicial x (1 + taxa de juros)^Tempo.

Juros Simples

Juros simples é um dos métodos de cálculo de juros mais conhecido e o menos complexo. Nos juros simples, é aplicada uma taxa fixa de juros sobre o valor inicial, seja um investimento ou uma dívida.

Como exemplo: se você investir R$ 100 em um ativo com juros simples mensal de 5%, você receberá todos os meses R$ 5 pela sua aplicação. Esse valor não vai mudar, já que os juros são aplicados sempre sobre o valor inicial, e não ao valor do mês anterior, como acontece nos juros compostos. Dessa forma, o aumento da quantia por juros simples segue uma progressão linear, um rendimento constante para o investidor ou um crescimento constante de uma eventual dívida. Por ter uma rentabilidade tão pequena, esse método de cálculo de juros praticamente não é usado no mercado financeiro.

A fórmula básica dos juros simples é: Juros = Valor inicial x Taxa de juros x Tempo.

K
KYC – Know Your Client

KYC é a sigla para Know Your Client, ou “Conheça o Seu Cliente”, em tradução livre. É um protocolo usado por instituições do mercado financeiro para, como o nome sugere, conhecer melhor os clientes e o consumidor em geral. É feita uma coleta de dados para entender melhor quem é aquele cliente e se as movimentações realizadas por ele condizem com seu patrimônio declarado, capacidade financeira, etc. Por exemplo, não seria incomum que um empresário de 60 anos abrisse uma conta e investisse R$ 5 milhões, mas seria atípico um estagiário de 18 anos fazer o mesmo. Com certeza isso chamaria a atenção da instituição financeira e o cliente precisaria enviar mais detalhes sobre a origem dos recursos. A ideia desse tipo de procedimento é evitar fraudes e lavagem de dinheiro.

L
Lâmina do Fundo

Lâmina do fundo é o nome dado a um documento com todas as principais informações sobre um fundo de investimentos, como público-alvo e classificação de risco, política de investimentos do fundo, valor mínimo de aplicação e taxas, tempo de carência e regras para resgate, histórico da rentabilidade, composição da carteira, entre outros. A função da lâmina é justamente informar o investidor sobre tudo que ele precisa saber para decidir se aquele fundo em específico está de acordo com os seus objetivos e o seu perfil de investimento e até mesmo comparar com outros fundos e ver qual é melhor para a sua estratégia.

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

Basicamente, quando o Banco empresta dinheiro para o setor do agronegócio, na outra ponta abre a possibilidade de captar recursos para cobrir o empréstimo. É assim que nasce a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), que é um produto de renda fixa bastante utilizado por investidores pessoas físicas, pois seus rendimentos são isentos de imposto de renda. Ela conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como o CDB e, normalmente, tem sua remuneração pós ou pré-fixada. 

Pessoas Jurídicas também podem investir, mas não contam com a isenção fiscal.

LCI – Letra de Crédito Imobiliário

LCI – Letra de Crédito Imobiliário

LF – Letra Financeira

Letra Financeira (LF) é um ativo financeiro de renda fixa de longo prazo emitido por instituições financeiras, criado em 2010. O objetivo primário desse ativo é abrir mais uma opção para instituições financeiras conseguirem captar recursos a longo prazo.

A alíquota de Imposto de Renda aplicada nesse tipo de investimento é de 15%, enquanto a rentabilidade é alta, com taxas pós-fixadas vinculadas, em geral, ao CDI. Uma desvantagem desse ativo é a baixa liquidez, uma vez que o dinheiro investido não pode ser retirado antes do prazo de vencimento estipulado, geralmente de no mínimo dois anos. Outro risco é o fato de o ativo não ser coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

É um tipo de investimento mais recomendado a investidores institucionais por conta do alto valor mínimo de aplicação, de R$ 150 mil.

Liquidez

A liquidez de um investimento é caracterizada pela facilidade e velocidade que o investidor tem para transformar um ativo em dinheiro sem ter prejuízo, ou seja, o quão rápido e fácil é possível vender esse ativo por um valor igual ou maior que o valor no momento da compra. Um ativo com baixa liquidez é mais difícil de ser vendido, como é o caso do investimento em imóveis. Um ativo com alta liquidez é fácil de vender, como os títulos públicos.

LTN – Letra do Tesouro Nacional

A LTN é um título público federal pré-fixado. Ou seja, quando você investe em um produto como esse, está emprestando dinheiro para o país e, em troca, recebe uma remuneração previamente acordada, como 10% ao ano, por exemplo. Nessa modalidade, no momento do investimento seria combinado uma determinada remuneração e, independentemente das mudanças políticas e econômicas, seria cumprida até a data do seu vencimento.

Lucro Líquido

Lucro líquido é o quanto efetivamente uma empresa lucrou, ou seja, o quanto ela realmente ganhou de dinheiro com a sua prestação de serviços ou comércio de bens. De forma simples, o lucro é calculado a partir da receita total menos os custos totais de produção ou execução, que incluem tributos, salários, manutenção do meio de produção e equipamentos, benefícios para funcionários, a festa da firma, entre outros. Esse cálculo é, inclusive, o que o diferencia do chamado lucro bruto, que considera apenas os chamados custos variáveis, que mudam a cada serviço prestado ou produto produzido.

M
Marcação a Mercado

Marcação a Mercado é a forma que o investidor que aplicou em um título de renda fixa ou em um fundo de investimentos tem que acompanhar a evolução do valor do seu investimento. Basicamente, a marcação a mercado atualiza o valor do título ou da cota comprada em tempo real, ou pelo menos o mais próximo disso, e informa o preço de venda atual do ativo financeiro, ou seja, quando dinheiro você receberia se vendesse o título de renda fixa ou a conta do fundo hoje.

No caso específico de títulos de renda fixa, a marcação a mercado é essencial para o investidor que pretende fazer o resgate do investimento antes da data de vencimento, já que ele vai saber se terá prejuízo ou lucro ao retirar o capital antes do contratado.

A marcação a mercado varia de acordo com diversos fatores, como o cenário econômico nacional e internacional (taxa de juros, inflação, balança comercial, etc.), demanda pelo ativo no mercado financeiro (maior demanda aumenta o valor do ativo) e os preços dos novos títulos que estão entrando no mercado (títulos novos mais valorizados tornam títulos antigos menos atraentes). Ainda interferem na marcação a mercado a liquidez do títulos que se está analisando (com maior liquidez, a marcação se baseia nos preços do fechamento do dia, enquanto com menor liquidez, a marcação estima um valor justo pelo ativo) e o tipo de rentabilidade (pré-fixada ou pós-fixada).

Marcação na Curva

A marcação na curva é um modo de acompanhar o rendimento de um título de renda fixa ou fundo de investimentos baseado apenas na taxa de juros anual à qual a rentabilidade é vinculada, seja ela pré-fixada ou pós-fixada. Em outras palavras, a rentabilidade anual é dividida para cada dia do ano usando um cálculo com base em juros compostos para determinar qual seria a valorização diária do ativo em uma situação ideal, sem as variações comuns no mercado.

Ou seja, diferente da marcação a mercado, a marcação na curva não mostra o valor de venda diário do investimento, apenas o valor que ele teria caso fatores como inflação, taxa de juros e demanda não tivessem qualquer influência. Não há resultados negativos na marcação na curva. Por isso, essa marcação é recomendada apenas para investidores que pretendem resgatar o capital investido na data de vencimento do investimento. 

Market Share

Market Share é um termo em inglês que se refere à porcentagem das vendas de um setor específico que uma empresa conseguiu em um determinado período. Em outras palavras, o Market Share determina o quanto do total de vendas de um setor veio da companhia em questão. Por exemplo: em um ano, o setor de eletrônicos vendeu um total de US$ 1 milhão em produtos. Desse US$ 1 milhão, US$ 200 mil foram vendidos pela empresa X Tecnologia. Ou seja, o Market Share da empresa X Tecnologia é de 20%.

O Market Share serve para verificar qual é a influência e a importância de uma companhia dentro do setor em que atua, o que pode afetar o valor da empresa, sua capacidade de negociação, entre outros.

Mercado Primário

O mercado primário é onde governos, empresas e instituições financeiras conseguem financiamento dos investidores individuais por meio da emissão e venda de títulos diretamente a eles. Basicamente, o mercado primário é onde ocorrem as transações entre os investidores e os próprios emissores de títulos.

No mercado primário, são negociados todos os tipos de ativos, mas, especificamente no caso de títulos emitidos por empresas, como ações e debêntures, a transação por mercado primário só acontece no momento da Oferta Pública Inicial (IPO). Outro exemplo de negociação no mercado primário é o CDB, já que tanto a aplicação quanto a retirada do investimento é feita diretamente com o banco, o emissor do papel.

Mercado Secundário

O mercado secundário é onde títulos e outros ativos financeiros são negociados entre investidores, independente dos emissores dos títulos (governos, empresas, instituições financeiras). Um exemplo clássico de mercado secundário é o ambiente da bolsa de valores, já que investidores podem comprar e vender ativos a outros investidores sem qualquer interferência do emissor original. É no mercado secundário que pessoas que compraram ações e debêntures de empresas, por exemplo, podem recuperar o dinheiro inicialmente investido se o ativo tiver valorizado ou se mantido estável. A maior vantagem do mercado secundário é a liquidez dos ativos, que é bem mais alta que vários ativos do mercado primário.

Morning Call

O Morning Call é um serviço oferecido por empresas do setor financeiro, desde corretoras de valores mobiliários e sites especializados em até assessorias e agentes autônomos de investimentos, que oferece informações relevantes para seus clientes investidores antes do início do pregão. Entre as informações relevantes estão notícias do dia anterior e começo da manhã, indicadores de bolsas de valores no exterior, notícias de empresas que podem afetar valores de ações, etc.

N
NASDAQ

NASDAQ é a sigla para National Association of Securities Dealers Automated Quotations, que, por sua vez, é o nome de uma das bolsas de Valores que operam em Nova York, EUA, inaugurada em 1971. A principal característica da NASDAQ é o foco em tecnologia, já que foi criada justamente com a ideia de utilizar os mais avançados dispositivos tecnológicos e de transparência do mercado durante as negociações em sua plataforma. A NASDAQ é a segunda maior bolsa de valores do mundo e, por esse e outros motivos, ajuda a sinalizar o nível de atividade nos mercados em geral, com atenção especial a empresas de tecnologia. Algumas empresas com ações negociadas nessa bolsa são Apple, Google e Facebook, três das principais Big Techs no mundo. A NASDAQ também conta com um índice de mais de 3 mil ações.

O
Oferta 476

Oferta 476 é um termo usado no mercado financeiro usado para se referir a ofertas públicas que seguem as regras da instrução da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) número 476, de 2009. Essa instrução traz uma série de regras e orientações para empresas que querem abrir uma IPO (Oferta Pública Inicial) ou fazer uma Follow-On para entrar no mercado de capitais.

No mercado, a instrução 476 é considerada uma forma de simplificar e facilitar a entrada de empresas no mercado de capitais, já que os critérios, os requisitos e obrigações que a companhia deve seguir são menores do que a Oferta 400, que é o modelo de oferta pública padrão ou mais comum. A empresa não precisa fazer registro da oferta nem ter análise por parte da CVM, assim como não é necessário um prospecto para ser realizada. Tudo isso acelera o processo para abrir a oferta pública. Em contrapartida, esse tipo de oferta só pode ser feita para no máximo 75 investidores profissionais. Desses, apenas 50 podem efetivamente investir. Por fim, os investimentos são restritos apenas a esses tipos de investidores por um período de 18 meses. Até por isso, ela é chamada no setor do mercado financeiro de oferta pública com esforços restritos.

Offshore

Em sua definição mais básica, Offshore é nome dado a organizações ou contas bancárias que foram abertas em outro país, ou seja, em território estrangeiro. Em geral, uma offshore tem como principal objetivo aproveitar vantagens tributárias do país em que foi aberta. O termo vem do inglês e, em tradução livre, significa “ao mar” ou “além da costa”, e foi adotado no mercado financeiro justamente por conta do grande número de ilhas que oferecem boas condições tributárias atraentes para investidores.

Muitas vezes, offshore são abertas nos chamados “paraísos fiscais”, como Suíça e Hong Kong. Esses países oferecem tributação reduzida ou zero em operações financeiras, muitas vezes também guardando segredo sobre a identidade do(s) proprietário(s) das offshores. Por esses motivos, criar uma offshore tem suas vantagens e desvantagens.

Dentre as vantagens, estão as menores tributações, tanto na manutenção do patrimônio quanto na redistribuição e comércio de bens (no caso de empresas), juros baixos em financiamentos, possibilidade de operar em outras moedas que não a do país de origem, além de uma certa segurança pela estabilidade econômica e financeira desses países. No entanto, por conta da dificuldade de rastreio da origem dos recursos em uma offshore, esses países podem ser vistos com maus olhos, pois abre brecha para lavagem de dinheiro oriundo de corrupção, ações terroristas e desvio de recursos, por exemplo. Por isso, muitas pessoas enxergam as offshores como ilegais, apesar de não serem estritamente ilícitas.

Open Banking

Open Banking é o termo em inglês para Sistema Financeiro Aberto e é um sistema que visa dar ao consumidor maior controle sobre seus dados financeiros, tirando esse domínio exclusivo das instituições financeiras. Com controle sobre os seus dados financeiros, o consumidor pode decidir com quem ele quer compartilhar as informações, desde outras instituições, como bancos e carteiras digitais, até serviços tecnológicos de organização de gastos, como aplicativos compiladores de rendimento, por exemplo.

Esse sistema visa facilitar o compartilhamento de informações financeiras por meio da padronização de APIs entre as instituições financeiras e outras instituições participantes do programa. Em geral, o Open Banking dá poder ao consumidor e aumenta a competitividade no setor financeiro, já que, com acesso aos dados, empresas podem oferecer produtos mais personalizados e diversificados. Isso faz com que bancos e outras instituições financeiras, que antes tinham controle sobre as informações, tenham que correr atrás de inovações para manter os clientes.

Operar comprado

Operar comprado é uma das estratégias de investimento mais comum na bolsa de valores. Ela se resume em comprar um ativo financeiro, como uma ação, com a expectativa de vendê-lo a um preço mais alto e lucrar com a valorização do ativo, com pouco foco em rendimentos periódicos e pagamento de dividendos Nessa operação, o investidor deve prestar atenção às movimentações econômicas e do mercado para comprar e vender ativos no momento certo, o que também vai depender da sua estratégia, seja ela de médio, curto ou curtíssimo prazo (ou Day Trade).

Operar vendido

Operar vendido é um tipo de operação financeira que se baseia em vender um ativo financeiro na expectativa de comprá-lo no futuro por um preço menor, lucrando com a desvalorização desse ativo. Esse tipo de operação também é conhecida por venda a descoberto ou short por ser feita com ações que não estão na carteira do investidor que a realiza, ou seja, geralmente é realizada ações alugadas. Essa estratégia é mais comum no chamado Day Trade, as negociações de curtíssimo prazo. O investidor interessado deve buscar a ação no mercado BTC para alugar e realizar a operação de venda, com o objetivo de recomprar a ação quando desvalorizar. Esse conjunto de fatores torna esse tipo de operação de alto risco.

Ordem a Mercado

Basicamente, é quando um investidor quer comprar ou vender determinado ativo (pode ser uma ação da Bolsa ou dólar, por exemplo) pelo melhor preço disponível naquele momento, sem estipular um preço-alvo ou data futura.

P
PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre

PGBL é a sigla para Plano Gerador de Benefício Livre, que, por sua vez, é um tipo de plano de previdência privada complementar que tem por objetivo gerar uma renda extra durante a aposentadoria do investidor. O valor investido pelo cliente no PGBL é aplicado em um Fundo de Investimento Especialmente Constituído (FIE) para render e, por isso, é cobrada uma taxa de administração e outras despesas para manutenção do fundo. O PGBL pode ter desde uma estratégia mais agressiva, com um fundo de maior rentabilidade e maiores riscos, até uma estratégia mais conservadora, que foca mais em ativos de renda fixa e outros mais seguros.

Uma das principais características do PGBL em relação a outros planos de previdência é a alíquota de Imposto de Renda, já que é possível fazer a dedução das parcelas de aporte dos cálculos do IR, chegando a até 12% da renda bruta. Com o início do pagamento do investimento, o cliente pode escolher entre receber a renda total de uma vez ou dividir no formato de renda contínua mensal.

Planejamento Financeiro

Planejamento financeiro é o que permite você se organizar e se preparar para lidar com eventos e ações ligadas ao seu dinheiro e às suas finanças. É por meio do planejamento financeiro que você vai definir suas metas e objetivos e como chegar lá, tudo isso levando em conta suas receitas, suas despesas e, é claro, seus investimentos.

Basicamente, com um bom planejamento financeiro, você define prioridades sobre onde você pode gastar e, assim, evitar despesas e gastos desnecessários e, principalmente, fugir de dívidas. Aliás, é por meio do planejamento financeiro que você poderá definir quais gastos você pode cortar para economizar mais e onde é possível se esforçar mais ou até inovar para conseguir mais fontes de renda.

Um exemplo simples de planejamento financeiro: se você recebe um salário X e suas despesas mensais são Y, quanto de X sobra para você? Dessa valor, quanto você pode guardar, quanto você está disposto a investir e quanto você quer separar para uso pessoal? Quais são os seus planos para os próximos 5, 10, 15 anos? A quantia que você está guardando, investindo e gastando atualmente vai permitir que você atinja esses objetivos que você estabeleceu, ou é preciso fazer algumas mudanças nas suas receitas e despesas? Fazer essas simples perguntas já é um bom começo para você evitar problemas financeiros e atingir os seus objetivos mais rapidamente.

Planejamento Sucessório

O planejamento sucessório é uma forma de organizar para onde vão as diferentes porcentagens de tipos de patrimônio entre os herdeiros de uma pessoa, ou seja, definir a sucessão do patrimônio. Essa organização é feita pelo proprietário ainda vivo e serve justamente para que ele defina exatamente quem deve receber qual parte da herança e, assim, evitar confusão e conflito familiar pela custódia dos valores herdados, assim como perda do patrimônio em si, seja por tributação, seja por outros motivos.

O planejamento sucessório ideal leva em conta o tipo de patrimônio a ser sucedido, a estrutura familiar do proprietário, a empresa familiar (se houver), os custos jurídicos e de contabilidade associados, além da tributação, como Imposto de Renda e ITCMD. O planejamento pode ser feito por meio de testamento, que determina o destino do patrimônio, doação de valores ainda em vida, criação de uma holding familiar para distribuição dos recursos, ou até mesmo investimentos em previdência privada, pelos quais os herdeiros recebem automaticamente as quantias a que têm direito.

Planejamento Tributário

O planejamento tributário é o estudo, a análise, a organização e a gestão de tributos e impostos a serem pagos por uma empresa, de forma a ter controle de todos os tributos que devem ser quitados, evitar a inadimplência e buscar formas de diminuir legalmente a carga tributária sobre a companhia. Esse tipo de planejamento é realizado, na maioria das vezes, por profissionais qualificados, no caso contadores. São eles que vão não só controlar os tributos incididos sobre as atividades da empresa, mas também procurar formas de evitar ou reduzir a incidência de impostos, como adaptar um produto ou serviço para que se encaixe dentro de uma regra de isenção ou em uma regra que permite a redução da cobrança de alguns impostos, assim como encontrar situações que possibilitem o pagamento depois do prazo sem a incidência de multas, caso necessário.

PLD – Prevenção à Lavagem de Dinheiro

A Prevenção à Lavagem de Dinheiro, mais conhecida por sua sigla PLD, é uma série de táticas e estratégias que devem ser adotadas por instituições financeiras, empresas e governos para, como o nome sugere, impedir a lavagem de dinheiro. O crime de lavagem de dinheiro é o ato de camuflar a origem de valores obtidos de forma ilegal, como o dinheiro originado de ações de criminosas (tráfico de drogas, desvio de recursos públicos, contrabando, entre outros), de forma que pareçam ter origem legítima aos olhos da Receita Federal. O jeito conhecido de lavagem é criar uma empresa simples para servir de justificativa para o recebimento dos valores ilícitos.

Uma forma de tentar identificar práticas de lavagem de dinheiro é monitorar as atividades dos clientes e identificar movimentações muito fora do padrão. Caso a incidência dessas movimentações seja maior que a média, pode ser um sinal de irregularidades. Outras ações de prevenção, como o KYC (Know Your Client) também ajudam a evitar fraudes e lavagem de dinheiro.

Portfólio

Também conhecido como carteira de investimentos, é o conjunto de todos os investimentos que determinada pessoa ou empresa possui. Um portfólio pode ser formado por apenas um investimento ou vários deles.

Poupança

Na definição mais ampla, poupança é o dinheiro que você guarda para usar no futuro. No mercado financeiro, o termo poupança é mais usado como sinônimo de “caderneta de poupança”, em que uma quantia é guardada no banco e, em teoria, tem um rendimento mínimo para o dinheiro não perder o poder de compra para a inflação. Por isso ela não é considerada um investimento. Ela é tratada mais como uma reserva de emergência, com menor rendimento (às vezes até menor que a inflação), mas com liquidez imediata, para garantir alguma segurança financeira em casos excepcionais.

Poupança Antiga

Poupança Antiga é um termo que se refere ao método antigo de rendimento da caderneta de poupança no Brasil. Antes de 2012, a caderneta de poupança tinha sempre o mesmo cálculo de rendimento: 0,5% ao mês somado à Taxa Referencial de juros. Como, na época em que existia, a taxa Selic era alta, para compensar a inflação, a caderneta de poupança era um método viável de guardar dinheiro sem perda de poder de compra.

No entanto, em 2012, as regras de rendimento da poupança mudaram, no que ficou conhecido como Nova Poupança. Essas regras continuam até hoje. Desde então, o rendimento passou a depender da Taxa Selic:

  • Se a Selic estiver maior que 8,5% a.a., o cálculo de rendimento da poupança é o mesmo que a Poupança Antiga: 0,5% a.m. + Taxa Referencial
  • Se a Selic estiver igual ou menor que 8,5% a.a., o cálculo passa a ser: 70% da Taxa Selic + Taxa Referencial

As regras para a Nova Poupança, porém, só se aplicam a depósitos feitos depois da implementação do regulamento. Os valores depositados antes das mudanças continuam rendendo pela regra antiga. Então diz-se que esses valores estão na Poupança Antiga.

Preço Médio

Como o próprio nome diz, o preço médio é uma média dos preços das ações de uma mesma empresa compradas em momentos e valores diferentes. Ele é calculado com uma conta de média aritmética simples: valor total investido em ações da empresa dividido pela quantidade total de ações da empresa compradas.

Se um investidor compra 10 ações da empresa X quando elas valiam R$ 5, depois compra mais 5 ações da mesma empresa quando elas valiam R$ 3 e, por fim, compra mais 20 ações quando valiam R$ 15, o preço médio é equivalente a:

[(10 x 5) + (5 x 3) + (20 x 15)] / (10+5+20) = [50 + 15 + 300] / 35 = 365 / 35 = R$ 10,42

O preço médio é usado justamente para saber se o investimento total em ações de uma mesma empresa, mesmo que tenham sido compradas com preços diferentes, gerarão lucro ou não se forem vendidas agora.

Preço-Alvo

É o valor pelo qual um investidor quer comprar ou vender determinado ativo (pode ser uma ação da Bolsa ou dólar). Diferentemente da ordem a mercado, aqui se define um objetivo. Por exemplo, é dizer que apenas comprará a ação da empresa X quando seu valor de mercado estiver em R$ 10,00.

Private Equity

Private Equity é um tipo de investimento de médio prazo que envolve comprar ações de empresas de médio porte de capital fechado, mas com intenções de abrir capital em bolsa de valores. Esse tipo de investimento é realizado por fundos especializados, que selecionam empresas com potencial de crescimento para investir e, ao comprarem ações da companhia, tornam-se não apenas sócios, mas também co-gestores, responsáveis por tomar decisões sobre o futuro administrativo, financeiro e comercial da empresa. Esse trabalho conjunto ajuda a valorizar ainda mais a companhia, aprimorar a estrutura empresarial e abrir o caminho para a abertura de capital, momento em que o investimento realmente traz resultados. Em geral, a relação entre investidor e o investimento se encerra com o IPO (Oferta Pública Inicial).

Prospecto

Prospecto é o nome dado a um documento emitido por empresas ou fundos de investimento que contém todas as informações que um investidor precisa saber para decidir se vale a pena ou não aplicar o seu capital. Nesse documento, o interessado vai encontrar desde dados contábeis da empresa ou do fundo até os riscos de se investir no negócio. No caso específico de fundos de investimento, o prospecto não só é recomendado, como também é obrigatório e tem uma série de exigências que deve seguir, definidos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). No entanto, o documento também serve para atrair possíveis investidores usando dados para aumentar a confiabilidade do negócio.

Proventos

Proventos é o nome dado ao conjunto de benefícios que são concedidos aos acionistas de uma empresa. Exemplos de proventos são os dividendos, os juros sobre o capital próprio ou JSCP (um provento baseado no patrimônio líquido da empresa e limitado a metade do lucro líquido do período ou metade das reservas de lucro), direitos de subscrição (direito de o acionista manter suas porcentagens mesmo com aumento de capital da empresa), entre outras bonificações.

Put

Put é o nome dado a um contrato de opção de venda, ou seja, o direito de vender um ativo por um preço determinado (strike ou preço de exercício) em uma data futura determinada (vencimento). Quem compra uma Put basicamente está apostando que o ativo atrelado à opção vai desvalorizar na data de vencimento futura. Então esse investidor está comprando o direito de vender o ativo a um preço maior que o aplicado no mercado no vencimento (data futura).

Já quem vende a Put acredita que o ativo deve valorizar na data de vencimento e, por tanto, tem interesse em comprar o ativo na data combinada por um preço mais baixo que o praticado no mercado. Se o comprador da Put não quiser exercer o seu direito de venda,  o vendedor da Put lucra com a primeira negociação. No entanto, se o ativo realmente desvalorizar e o comprador desejar exercer o direito de venda, o vendedor da Put é obrigado a comprar o ativo pelo preço acima do mercado na data de vencimento e arcar com o prejuízo, que pode ser bem alto. Por isso esse tipo de investimento é considerado de alto risco.

No entanto, uma Put pode ser usada em uma estratégia de hedge, em que o investidor compra um ativo no mercado à vista e investe uma certa quantia em opções de venda para proteger parte do seu patrimônio caso o ativo desvalorize.

R
Rateio da Oferta

O rateio da oferta é o processo de redistribuição de ações reservadas durante o bookbuilding antes do IPO de uma empresa na bolsa de valores. Uma empresa, quando vai realizar a sua oferta pública inicial para abrir capital, pode abrir um processo de bookbuilding, para que investidores possam reservar um determinado valor em ações da empresa e ter preferência no momento do IPO. O rateio da oferta acontece quando o valor total acumulado no bookbuilding é maior do que o valor que a empresa pretende ofertar em ações. Isso significa que não haverá tantas ações disponíveis quanto os investidores reservaram, o que força a empresa a fazer uma redistribuição das ações reservadas para que os investidores recebam a maior porcentagem das suas reservas possível. Em geral, investidores que reservaram um valor maior tendem a receber uma porcentagem menor das ações que queriam comprar.

Rating

Rating é o termo em inglês para classificação de risco ou de crédito. É uma nota que determina a confiabilidade ou não de um país, uma empresa ou banco, principalmente em questão de pagamento de dívidas. Essa nota é definida por uma agência de avaliação de risco, sendo as mais conhecidas as americanas Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch Ratings. A agência é contratada para determinar qual é a chance de um investidor sofrer um calote ao aplicar em um país, uma empresa ou banco.

Quanto mais baixa a nota de risco, maior a chance de inadimplência (do investidor perder o investimento) e, por consequência, maior a fuga de investidores do país ou instituição em questão. Por outro lado, uma nota maior acaba atraindo pessoas dispostas a aplicar seu dinheiro. As notas podem variar de AAA (ou Triplo A, a mais alta) até D.

Para a avaliação de risco, são considerados uma série de fatores, como a facilidade de repatriação do valor investido, situação político-econômica do país, impedimentos ou barreiras jurídicas, fluxo de caixa e projeções.

Renda Fixa

Renda Fixa é qualquer investimento com rentabilidade já pré-determinada. Ou seja, o investidor, ao aplicar em renda fixa, já sabe de antemão quanto que o dinheiro vai render. Geralmente, o risco atrelado a esses tipos de investimentos são mais baixos, apesar de ainda existirem.Investimentos em renda fixa têm o rendimento atrelado a índices de mercado, como CDI, Taxa Selic, juro prefixado, IPCA, entre outros. É o caso do CDB, um dos investimentos em renda fixa mais conhecidos.

Cada investimento em renda fixa tem uma rentabilidade, uma liquidez e um risco diferente.

Renda Variável

Como o próprio nome já diz, investimentos de renda variável não têm um rendimento pré-definido como os de renda fixa. Quando se aplica em renda variável, não há garantia de retorno, já que a rentabilidade não é atrelada a um índice, e sim à valorização ou desvalorização do ativo. Por esse motivo o potencial de ganhos é geralmente maior que investimentos em renda fixa, mas normalmente há um risco muito maior de perdas no processo. Exemplos de investimentos de renda variável são ações, commodities, fundos imobiliários, moedas e ETF. A bolsa de valores é o ambiente em que a maioria dos ativos de renda variável são negociados.

Rendimento Bruto

O rendimento bruto pode ser resumido como o ganho antes da cobrança dos impostos e eventuais taxas das operações. Pense no seu salário: mesmo que, no papel, você receba R$ 5 mil por mês (esse é o valor bruto), quando são descontados os impostos, na sua conta corrente não entrarão os R$ 5 mil, mas sim algo próximo de R$ 4 mil (esse é o valor líquido). 

Rendimento Líquido

O rendimento líquido pode ser resumido como o rendimento dos investimentos, menos o imposto de renda e eventuais taxas das operações. Por exemplo, quando falamos que em determinado mês a rentabilidade dos investimentos foi de R$ 10 mil, precisamos descontar o valor do imposto de renda. Se fosse de R$ 2 mil, o rendimento líquido teria sido de R$ 8 mil. É o que, de fato, sobrou no seu bolso depois de pagar impostos e taxas.

Risco de Crédito

É o risco de uma pessoa ou empresa não receber o que foi combinado. Por exemplo, você emprestou R$ 100,00 para um familiar que possui um bom emprego e tem o nome limpo e R$ 100,00 para um completo desconhecido, desempregado e com o nome sujo. Com base apenas nessas informações, podemos dizer que as chances do seu familiar devolver o dinheiro são mais altas do que o desconhecido. Assim, o risco de crédito do desconhecido é pior. 

Risco de Liquidez

É o risco de você não conseguir vender rapidamente um ativo ou até mesmo não conseguir vendê-lo pelo preço justo. Vamos comparar um apartamento com um fundo de renda fixa que permite resgate em um dia. Com base nessas informações, podemos dizer que o fundo tem uma liquidez maior, pois você poderá acessar o dinheiro em apenas um dia, enquanto o apartamento talvez leve meses para ser vendido.

Risco de Mercado

Risco de Mercado, também chamado de risco sistêmico ou sistemático, indica a possibilidade de perda de capital causada por eventos incontroláveis e de grandes proporções, com potencial de afetar negativamente não só uma empresa, um setor ou o mercado financeiro como um todo, mas também a economia em geral. Entre os efeitos que esses eventos podem causar estão desvalorização geral de ativos e investimentos, até os de renda fixa de risco mínimo, grande volatilidade no câmbio e em ações. Em certas situações, nem mesmo a diversificação de carteira pode ser suficiente para se proteger da queda geral, apesar de os setores da economia serem afetados diferentemente por eventos como esses. Exemplos são recessões econômicas, atos terroristas, grandes mudanças políticas e geopolíticas, desastres naturais, entre outros. 

Risco Não Sistemático

Risco não sistemático, também conhecido como não sistêmico ou risco específico, é o risco próprio de um certo investimento ou ativo financeiro, ou seja, não é um risco que afeta vários segmentos ou a economia como um todo, é um risco intrínseco de um setor, uma empresa ou um grupo empresarial. Um exemplo claro é o agropecuário, que depende da produção e da safra. Caso a safra não seja boa ou uma praga afete a produção, as vendas do setor serão afetadas, ou seja, esse é um risco específico do segmento. Os fatores que influenciam o risco não sistemático de um setor são a legislação incidente sobre esse segmento, a gestão do empreendimento, padrão de consumo, dependência de importação de matéria-prima, entre outros.

Risco não-diversificável

Por mais seguro que seja, todo investimento está sujeito a algum risco, mas, em geral, a recomendação para se proteger desse risco é diversificar a carteira de investimentos, para que, se um investimento afetado negativamente, a perda é amenizada por outros investimentos que não sofreram queda ou até mesmo valorizaram e trouxeram lucro. No entanto, como o nome sugere, o risco não-diversificável não pode ser evitado, mesmo com a diversificação da carteira. Ele está associado ao risco sistêmico ou risco de mercado, já que é inerente ao próprio mercado financeiro e à economia como um todo. Fatores que podem aumentar ou diminuir o risco não-diversificável são a inflação, taxas de juros, PIB, política externa e interna do país, entre outros. A única forma de tentar se proteger é investindo nos setores que serão menos afetados por uma eventual adversidade ou uma estratégia como o hedge, por exemplo.

S
S&P 500

O S&P 500 é um índice financeiro que faz um levantamento das 500 empresas com as ações mais valiosas nas bolsas de valores americanas. A sigla é a abreviação de Standard & Poor’s 500 Index e o nome se origina da agência de rating Standard & Poor’s, que lançou o índice em 1957.

O S&P 500 é considerado um dos índices que melhor representa o mercado de ações americano justamente por conta da sua metodologia, que acaba refletindo cerca de 80% da capitalização do setor nos Estados Unidos.

SaaS – Software as a Service

Software as a Service, ou SaaS, é um termo em inglês que, traduzido livremente, significa Software como serviço ou software sob demanda. É um tipo de solução oferecido por empresas desenvolvedoras de programas computacionais que, em vez de vender o software, elas o disponibilizam como um serviço e cobram uma assinatura recorrente, geralmente mensal, pela utilização do produto. A ideia é facilitar a utilização do programa e deixá-lo o mais acessível possível, já que, muitas vezes, nem é preciso baixar o software em uma máquina por ser disponibilizado no próprio navegador de internet ou aplicativos em outras plataformas. Além disso, as próprias fornecedoras do programa prestam assistência técnica e suporte aos clientes, assim como têm a obrigação de manter os dados dos contratantes em segurança.

Exemplos de SaaS vão desde os aplicativos do G Suite, da Google (Docs, Planilhas, apresentações, etc.) e CRMs para empresas até serviços para o consumidor individual, como Spotify, Netflix e PayPal.

SELIC

SELIC é a sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, uma infraestrutura do mercado financeiro (IMF) onde instituições financeiras podem comprar e vender títulos públicos federais, emitidos pelo Tesouro Nacional. O SELIC é um sistema eletrônico que atua no registro, processamento da custódia e liquidação de negociações dos títulos públicos entre instituições financeiras credenciadas no Banco Central (BC).

Apesar de não serem a mesma coisa, o termo Selic é mais usado no cotidiano para se referir à Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. No entanto, isso é tecnicamente incorreto. A Taxa Selic é uma meta de juros que é determinada pela média de juros ajustada dos financiamentos identificados diariamente no SELIC e, por isso, tem o mesmo nome que o sistema.

Shortear

O termo shortear é, na verdade, um verbo aportuguesado baseado no termo em inglês short, usado no exterior para se referir à venda a descoberto. Basicamente, quando um investidor shorteia um ativo, ele busca vendê-lo para depois recomprá-lo quando estiver a um preço menor, ou seja, ele lucra com a desvalorização do ativo. Isso pode ser feito por meio do aluguel de ações na bolsa de valores e é um investimento de curtíssimo prazo, em geral.

Spread

Basicamente é o lucro que a instituição financeira obterá na compra e venda de uma ação, título ou transação monetária. Por exemplo, o banco capta dinheiro por 1 e empresta na outra ponta por 5. Nesse caso, o spread da operação foi de 4.

Stop Gain

No mercado financeiro, é comum que os investidores estipulem o lucro que pretendem obter em cada operação. A função do Stop Gain é justamente essa. Por exemplo, compramos uma ação de determinada empresa por R$ 10,00 e o objetivo é vendê-la por R$ 15,00. Quando definimos esses parâmetros no sistema da corretora, uma ordem de venda é lançada automaticamente assim que o patamar for atingido. Isso permite que mesmo sem estar operando naquele momento, o cliente consiga ter seu objetivo cumprido.

Stop Loss

No mercado financeiro, é comum que os investidores estipulem o prejuízo máximo que estão dispostos a obter em cada operação. A função do Stop Loss é justamente essa. Por exemplo, compramos uma ação de determinada empresa por R$ 10,00 e o objetivo é vendê-la por R$ 15,00, mas se bater R$ 7,00 ou menos não nos interessa. Quando definimos esses parâmetros no sistema da corretora, uma ordem de venda é lançada automaticamente assim que o patamar for atingido. Isso permite que mesmo sem estar operando naquele momento, o cliente consiga ter seus limites de risco respeitados.

Suitability

Também conhecido como perfil do investidor, o Suitability é um questionário que todo investidor deve responder para que a instituição financeira na qual investe consiga saber quais são os produtos mais adequados para oferecer. O objetivo principal desse documento é proteger os interesses do cliente. O formulário normalmente é composto por cerca de 10 perguntas de múltipla escolha e não há certo ou errado. Após o preenchimento, a instituição poderá dizer se seu perfil é conservador, moderado ou agressivo e, então, apresentar o que há de mais adequado para seu perfil. Contudo, caso o investidor queira aplicar em algo que saia do seu perfil, é possível assinar um termo de ciência de risco e seguir com a movimentação.. 

Swing Trade

É quando o investidor compra uma determinada ação na data “A” e a vende na data “B”. Ou seja, dormiu com a ação em sua carteira por, pelo menos, um dia. É o posto do Day Trade, em que a compra e venda ocorrem na mesma data.

T
Tag Along

Em uma tradução simples, Tag Along significa “ir junto” e, no mercado financeiro, é um mecanismo que visa proteger o pequeno investidor quando uma empresa negociada na Bolsa terá troca de controle. Em resumo, nessa venda, ele deve receber, pelo menos, mínimo de 80% do valor pago ao majoritário, independentemente de seu tamanho. Por exemplo, isso evitaria que o comprador pagasse R$ 10,00 por ação do acionista majoritário e R$ 2,00 por ação para o minoritário. Por fim, a Lei das S.A diz que esse direito é obrigatório apenas para ações ordinárias (ON).

Taxa Básica de Juros

A taxa básica de juros é uma das principais ferramentas de controle da política monetária de um país, já que, como o nome sugere, ela serve como base para empresas, instituições financeiras e até o próprio governo determinarem as taxas de juros de empréstimos, operações de crédito e até pagamentos de juros de títulos públicos, como títulos do Tesouro Direto com rentabilidade vinculada à Taxa Selic aqui no Brasil, por exemplo. Vários ativos de renda fixa também são vinculados a índices que são influenciados diretamente por variações na taxa básica de juros, como o caso do CDI e o IPCA no Brasil.

Por ter tanta influência, a taxa básica de juros é usada pelo governo e bancos centrais do mundo para tentar controlar a inflação interna de seus países. Quanto maior a taxa de juros, maior o desestímulo ao consumo, já que menos pessoas estarão dispostas a financiar apartamentos e veículos, pegar empréstimos em bancos e as empresas tendem a segurar seus planos de expansão. Isso ajuda a frear o aumento de preços pela queda na demanda e aumento de estoques. Por outro lado, uma taxa básica de juros baixa tem o efeito contrário.

No Brasil, como já insinuamos acima, a taxa básica de juros é a Taxa Selic, reavaliada e divulgada a cada 45 dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil. A Taxa Selic é uma meta de juros que é determinada pela média de juros ajustada dos financiamentos identificados diariamente no Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia).

Taxa de administração

A taxa de administração é uma cobrança anual (dividida ao longo dos meses) e de porcentagem fixa baseada na totalidade dos valores aplicados pelo investidor em um fundo de investimento. É a forma que os gestores de fundos têm de cobrar pelo serviço prestado de administração e manutenção do fundo, afinal o serviço não é gratuito. Essa taxa não depende do desempenho do fundo, como é o caso da taxa de performance, e é aplicada independente de prejuízo ou lucro.

O valor dessa taxa, porém, é retirado diretamente do fundo, ou seja, não há um débito em conta explícito.

Taxa de Performance

Taxa de performance é uma remuneração extra dada aos gestores de fundos de investimento baseado no rendimento que eles conseguem acima do benchmark definido pelo fundo. O benchmark é um índice de referência, como o CDI, o Ibovespa ou o dólar, por exemplo, e se o gestor conseguir uma rentabilidade maior que o índice em questão, ele recebe uma comissão como incentivo a continuar o bom trabalho. Afinal, quanto maior o rendimento, maior o valor que ele receberá pela taxa de performance. Caso o rendimento não bata o benchmark estabelecido, a taxa não é cobrada.

Não são todos os fundos de investimento que têm a taxa de performance, apenas aqueles com gestão ativa.

Taxa DI

A taxa DI é uma das mais utilizadas como referência para juros e rentabilidade de fundos e ativos e renda fixa, principalmente. A taxa também é conhecida como taxa CDI, já que está diretamente ligada aos juros cobrados em transferências do tipo Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

O CDI, por sua vez, é um título ou documento que é emitido para registrar uma operação de empréstimo feita entre bancos de grupos financeiros diferentes. Esses empréstimos são quase imediatos, com vencimento no mesmo dia que são realizados. A cada empréstimo é aplicado um juro. De forma simplificada, a Taxa DI é calculada a partir da média das taxas de juros aplicadas às transferências do dia. No entanto, a taxa mais utilizada como referência em investimentos é a Taxa DI Histórica, que é o acumulado dessa taxa ao longo do período analisado.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa criado pelo governo federal para que pessoas físicas possam comprar títulos públicos e, na prática, emprestar dinheiro ao governo, com promessa de receber o valor com juros em uma data futura determinada. A ideia do programa desde quando foi criado, em 2002, é que a maior parte dos cidadãos pudesse investir, já que os valores são mais baixos que a média praticada no mercado. A acessibilidade também vem do fato de as compras dos títulos serem feitas pela internet.

É um tipo de investimento bastante popular para investidores com perfil mais conservador por ter a segurança do governo federal e a promessa de rendimentos maiores que a maioria dos ativos de renda fixa.

Título Privado

São operações de renda fixa emitidas por instituições financeiras privadas como bancos e financeiras. Quando você investe em um produto como esse, está emprestando dinheiro para que essa empresa o utilize de diferentes formas. Alguns tipos de títulos privados são: CDB, LCA, LCI, CRI, CRA, Debêntures.

Título Público

São operações de renda fixa emitidas pelo Tesouro Nacional. Quando você investe em um produto como esse, está emprestando dinheiro para que o governo brasileiro o utilize de diferentes formas. Alguns tipos de títulos públicos são: NTN-B, LTN, LFT

Treasuries

Assim como no Brasil, em que a população pode comprar títulos da dívida pública por meio do Tesouro Direto, nos Estados Unidos também é possível comprar títulos da dívida americana, que são os chamados Treasuries. Dentro do mercado financeiro, esses títulos são considerados os de menor risco do mundo, pois, como são emitidos pelo governo americano, a chance de calote é quase inexistente. Assim como os títulos públicos brasileiros, os Treasuries prometem pagar juros periódicos, chamados “cupons”, além do pagamento final no vencimento do título.

Os Treasuries são divididos em quatro categorias dependendo dos juros, pagos a cada seis meses, e da data de vencimento, que pode variar de 10 a 30 anos. Os Treasuries podem ser:

  • Treasury Bills/T-Bills (Letras do Tesouro)
  • Treasury Notes/T-Notes (Notas do Tesouro)
  • Treasury Bonds/T-Bonds (Títulos do Tesouro)
  • Treasury Inflation-Protected Securities/TIPS (Títulos protegidos por inflação do tesouro

No Brasil, é possível investir em Treasuries americanos com os Contratos Futuros  de US Treasury Note, com vencimento de 10 anos.

U
Underwriting

Também conhecido como subscrição, o Underwriting é um processo no qual uma instituição financeira auxilia uma empresa a captar recursos através do mercado financeiro via oferta pública de ações ou obrigações. Basicamente, essa instituição terá a função de conectar a empresa e investidores e, em troca, receberá por seus serviços.

Upside

É a possibilidade de valorização de um determinado ativo. Por exemplo, uma ação é negociada por R$ 10,00 e os analistas acreditam que pode chegar a R$ 15,00. Isso significa que ela tem um potencial de upside de 50%.

Usufruto

Em uma definição mais ampla, usufruto é um direito concedido a uma pessoa que poderá ter posse e utilizar uma coisa (seja um objeto físico, seja não físico), mesmo sem ser o proprietário dela. A palavra se origina do termo em latim “usos fructos”, ou seja, uso dos frutos. Em uma analogia literal, seria uma pessoa ser dona de uma macieira e deixar que outra pessoa possa colher as maçãs. O dono da macieira seria o nu-proprietário, quanto quem colhe as maçãs seria o usufrutuário. O direito de usufruto é obrigatoriamente temporário e pode variar de 30 anos, no caso de empresas, até tempo vitalício sem direito a herança ou transferência. Por fim, como ele só tem direito à posse, e não à propriedade, o usufrutuário tem algumas limitações, como não pode vender ou deteriorar a coisa da qual tem usufruto.

No mercado financeiro, é possível haver um acordo de usufruto entre o dono de um ativo e um usufrutuário. Nesse caso, se o nu-proprietário for dono de uma ação ordinária, por exemplo, o usufrutuário recebe os lucros e dividendos desse ativo, tudo sem tributação pelo Imposto de Renda, porém, em teoria, não tem direito ao voto, já que é um direito reservado ao proprietário. Na prática, o voto deve ser acordado entre o nu-proprietário e o usufrutuário, uma vez que decisões em assembleias de acionistas podem afetar os rendimentos do ativo.

V
Valor de Face

O valor de face de um investimento, também conhecido como valor de resgate ou valor nominal, é quanto o investimento vale ao final dele, seja um investimento que você resgatou ontem, seja o valor futuro de venda dele. Em muitos ativos de renda fixa, principalmente os pré-fixados, esse valor já é informado na hora da aplicação. Esse número é usado para determinar o yield ou rendimento de um investimento quando é comparado ao valor inicial investido.

Valor de Mercado

O Valor de Mercado de uma empresa, de forma bem simplificada, é o prestígio da empresa dentro do mercado financeiro. O valor em si é calculado pelo valor de uma ação multiplicado pelo número total de ações disponíveis para compra. Ou seja, uma empresa com 50 mil ações disponíveis para compra, cada uma a R$ 10,00, tem um valor de mercado de 50.000 x 10 = R$ 500.000,00.

Apesar de a conta ser aparentemente simples, há algumas variáveis que podem afetar o valor de mercado da companhia, como a economia nacional, questões específicas do setor de atuação da empresa e variáveis relativas ao mercado em si.

Valores Mobiliários

Valores mobiliários são títulos ou contratos de investimento coletivo ofertados publicamente que geram direitos de participação, parceria ou remuneração, e cujos rendimentos são resultado do esforço de terceiros. Todos eles estarão sujeitos às regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Value at Risk

O Value at Risk, também referido pela sua sigla (VaR), é um método de cálculo que visa prever da melhor maneira possível o risco de um investimento. Com tradução literal do inglês para “valor a risco”, o resultado do cálculo é justamente a quantia máxima que o investidor pode perder no investimento em questão caso o pior dos cenários aconteça.

A fórmula para calcular o VaR é: Value at Risk = | Retorno financeiro esperado – Um multiplicador ligado a um nível de significância x Desvio padrão de rentabilidade | x Valor de investimento

Reduzida, a fórmula fica assim: VaR = | R – zδ | V

O cálculo do VaR deve levar em consideração três fatores: expectativa máxima de perda (o valor financeiro total que pode ser perdido com o investimento), horizonte de tempo (o período de tempo que será usado na análise) e nível de confiança do cálculo (seria a margem de erro do cálculo, já que é uma estimativa baseada em estatística; o recomendado é nível de confiança mínimo de 95%).

Apesar de ser um cálculo estatístico muito usado para determinar o risco de um investimento, especialistas afirmam que ele deve ser usado em conjunto com outras informações, já que, apesar de prever com certa confiabilidade a perda na maior parte das situações, em uma queda atípica não há qualquer previsão de valor perdido, ou seja, o VaR não é 100% confiável se usado sozinho.

Venda a Descoberto

Venda a Descoberto é uma operação financeira muito realizada na bolsa de valores, que consiste em vender um ativo financeiro do qual você não é proprietário para recomprá-lo por um valor mais baixo. Há algumas maneiras de realizar a venda a descoberto. A primeira é alugar um ativo de um proprietário para então vendê-lo. Assim, o investidor lucra com a recompra dele, o que é o contrário da lógica utilizada na maioria das aplicações no mercado financeiro. Outro modo é pelo mercado de opções, ou seja, pela venda de uma call ou uma put derivada de um ativo do qual você não é proprietário. Caso o valor do ativo siga a tendência contrária (caia no caso de uma Call, suba no caso de uma put), o investidor embolsa o valor da opção como lucro. Pela liquidação diária (Day Trade) também não é preciso fazer o aluguel de uma ação.

Essa prática também é chamada de operar vendido ou de short selling (em inglês) e é mais utilizada por investidores procurando lucrar no curtíssimo prazo. Para saber mais detalhes, vale conferir a definição de Operar Vendido.

Venda Coberta

Enquanto a venda a descoberto é vender um ativo ou a opção de um ativo do qual você não é proprietário, a venda coberta é o contrário. Esse termo é usado para se referir ao mercado de opções e é basicamente a venda do derivativo de um ativo do qual você é o proprietário. Por esse motivo, é uma operação mais segura do que a venda a descoberto, já que você já tem o ativo ao qual o derivativo está ligado e não precisaria comprá-lo caso o comprador decidisse exercer o direito de compra do ativo.

Verticalização

Verticalização é uma estruturação de negócio em que uma única companhia é responsável por todo o processo de produção e distribuição do seu produto ou serviço. Uma empresa verticalizada, por exemplo, não precisa comprar materiais de outras empresas (horizontalização) nem precisa pagar outras companhias para fazer parte do serviço (terceirização). É como se uma empresa de celulares não apenas montasse os aparelhos, mas também coletasse todos os materiais necessários, produzisse todas as peças e também distribuísse todos os seus produtos.

Essa estrutura era mais comum no passado como uma forma de manter o chamado segredo industrial, ou seja, tecnologias e técnicas exclusivas que uma empresa não queria manter em segredo da concorrência e ganhar uma vantagem competitiva no mercado. Hoje em dia, essa estruturação foi majoritariamente abandonada, dando mais espaço à horizontalização e à terceirização de processos específicos. Exemplos clássicos de empresas verticalizadas são as empresas produtoras de petróleo e gás.

VGBL

VGBL é a sigla para Vida Garantidor de Benefício Livre, que, por sua vez, é um plano de Previdência Privada com possibilidade de resgate ainda em vida. Por esse motivo, é geralmente a escolha de pessoas que querem complementar o valor da aposentadoria paga pelo INSS. Outra característica desse plano é que o proprietário do patrimônio pode fazer um planejamento sucessório e determinar exatamente quais valores serão destinados a quais herdeiros caso ele venha a falecer. Por isso ele também pode entrar na categoria de seguros.

O VGBL é um investimento de longo prazo que incentiva o investidor a deixar o dinheiro aplicado pelo maior tempo possível, já que a incidência de Imposto de Renda é regressiva, ou seja, a alíquota aplicada decai ao longo do tempo, caindo de até 35% no resgate 2 anos após a aplicação inicial para 10% se o resgate for feito apenas após 10 anos da primeira aplicação. O IR só é progressivo relativo ao valor total investido (quanto maior a quantia, maior a alíquota cobrada). Ainda com relação à tributação, o contratante pode determinar se a cobrança será feita mensalmente ou apenas no momento do resgate.

Viés Comportamental

Viés comportamental é o nome dado a uma tendência que as pessoas têm de reagir a um determinado evento de forma impulsiva e ilógica, o que pode levar a tomadas de decisão erradas ou contrárias ao seu objetivo. Os vieses podem ser cognitivos, ou seja, reações inconscientes baseadas em padrões já pré-estabelecidos (dados estatísticos recentes ou antigos e experiências pessoais, por exemplo), ou emocionais, baseados puramente no sentimental, sem considerar raciocínio lógico e dados (aversão à perda e ao risco, por exemplo). O tipo de reação e o viés mudam de acordo com o perfil de investidor de cada um. É essencial conhecer esses vieses para saber pensar duas vezes antes de tomar uma decisão e evitar prejuízos evitáveis.

Volatilidade

A volatilidade de um ativo financeiro é definida pela velocidade com que o seu valor varia, tanto para cima quanto para baixo. Além de considerar a velocidade de oscilação, é levada em conta a intensidade da oscilação de valor. Todo ativo tem um certo nível de volatilidade. Quanto maior a volatilidade de um ativo, maiores são os potenciais ganhos, mas também maiores são os riscos. É preciso estudar bem as oscilações para tomar as decisões de compra e venda na hora certa.

W
Wealth Management

Wealth Management é o termo em inglês se refere à gestão de patrimônio, um serviço que pode ser oferecido por instituições financeiras a empresas, famílias ou indivíduos que buscam manter ou expandir seu patrimônio. A empresa ou o profissional autônomo que realiza esse serviço deve administrar tudo que é relacionado ao patrimônio do cliente, desde bens até os seus direitos e deveres, sempre com o objetivo de proteger e até ampliar os recursos do contratante. Esse serviço é multidisciplinar, já que envolve diversos setores (contabilidade, finanças, direito, etc.). Por esse motivo, em geral o Wealth Management é prestado por uma equipe de profissionais especializados nas principais áreas ligadas à gestão de patrimônio.

X
XP Investimentos

A XP Investimentos é uma corretora de valores fundada em 2001 que tem como foco de modelo de negócios a atuação de assessores de investimentos autônomos. Na época em que foi criada pelos empresários Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave, a XP era apenas uma empresa de Agentes Autônomos de Investimentos (AAIs), mas ela foi se expandindo com o tempo. Atualmente, a XP Investimento é parte do grupo XP Inc., que conta ainda com áreas de educação financeira (XP Educação), seguros (XP Corretora de Seguros) e Private Banking (XP Private).

Y
Yield

Yield é um termo em inglês que, em português, é o equivalente ao rendimento, ou seja, o quanto um investidor ganha de lucro em um investimento. É, basicamente, o saldo entre o retorno recebido pelo investidor e o quanto ele aplicou no ativo financeiro. O yield pode variar dependendo de qual tipo de investimento é feito, sendo que, via de regra, quanto maior o yield, maiores também os riscos do ativo. Outros termos ligados ao yield são nominal yield (rendimento nominal ou bruto), real yield (rendimento real ou líquido, depois de descontados inflação, taxas, entre outros) e negative real yield (quando o rendimento real fica equivalente à ou abaixo da inflação).

Yield to Maturity

Yield to Maturity é o termo inglês referente a rendimento à maturidade, rendimento até o vencimento ou rendimento de resgate, que, por sua vez, é um cálculo para tentar prever quanto o investidor ganhará ao final do prazo de vencimento de um investimento. Esse cálculo considera apenas uma situação em que todas as condições acordadas são cumpridas e o dinheiro só é retirado na data prevista. Esse conceito é mais utilizado em títulos de renda fixa, que têm uma rentabilidade mais previsível. Esse valor pode ser usado pelo investidor para avaliar se um determinado investimento está de acordo com o seu planejamento financeiro e seus objetivos e, consequentemente, se vale a pena seguir com a aplicação ou não.

Para se determinar o Yield to Maturity, é utilizada a seguinte fórmula:

Yield to Maturity = {Cupom de juros + [(Valor de face – Aplicação inicial) / Tempo de investimento]} / (Valor de face + Aplicação inicial) / 2

Vale notar que o cálculo do Yield to Maturity não considera custos de operação, como taxas de administração, tributação, entre outros. Ou seja, o resultado final é o rendimento bruto esperado, não o rendimento real ou o rendimento líquido.

Z
Zerar Posição

É o mesmo que vender toda posição de determinado ativo, se desfazer totalmente da carteira. Por exemplo, você tem R$ 50.000,00 em ações da empresa X e acredita que não tem mais potencial de valorização. Assim, vende tudo para fazer outra coisa com o dinheiro e evitar desvalorizações.

Zona do Euro

A Zona do Euro, de forma simples, é o nome dado ao conjunto de países membros da União Europeia que criaram e adotaram o Euro como moeda única. Vale destacar que não são todos os países da União Europeia que adotaram o Euro como moeda oficial, apenas um grupo aceitou essa mudança, como Alemanha, Áustria, França, Espanha, Portugal e Bélgica.